Petrobras negocia exploração em Gana para ampliar presença na África

Petrobras mira Gana e avança em novas fronteiras petrolíferas

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A Petrobras deu mais um passo importante em sua estratégia de expansão internacional ao manifestar interesse em explorar petróleo e gás em Gana, nação da costa oeste africana com aproximadamente 35 milhões de habitantes.

Negociações na Bacia de Keta

A intenção de adentrar o mercado ganense foi formalizada por meio de um aviso ao mercado. A estatal brasileira obteve o aval do Ministério de Energia e Transição Verde de Gana para iniciar tratativas diretas visando fechar contratos de exploração em quatro blocos offshore localizados na Bacia de Keta, etapa que antecede o início da extração efetiva.

Presença estratégica na África

Atualmente, a companhia já marca forte presença em solo africano, com participações em países como África do Sul, Namíbia e São Tomé e Príncipe.

Em São Tomé e Príncipe, a petroleira está presente em quatro áreas exploratórias, com três delas sob a operação da Shell. Na África do Sul, a empresa integra o consórcio do bloco Deep Western Orange Basin, liderado pela TotalEnergies. Já na Namíbia, um acordo para ingressar no Bloco 2613 aguarda o aval final do governo local, mantendo a TotalEnergies como operadora. Fora da África, a estatal brasileira atua na Colômbia, Bolívia, Argentina e Estados Unidos, incluindo parcerias técnicas com a Pemex voltadas ao Golfo do México.

Avanços na Margem Equatorial

Essa investida no exterior coincide com os esforços da empresa para consolidar pesquisas na Margem Equatorial, faixa no litoral norte brasileiro vista pelo setor como a nova fronteira de grande potencial, em patamar semelhante ao que representou o pré-sal — responsável por mais de 83% da extração própria da companhia.

Recentemente, a estatal reportou descobertas iniciais de hidrocarbonetos no poço Morpho, situado a 175 quilômetros do Oiapoque, no Amapá. As equipes seguem perfurando e realizando testes laboratoriais para dimensionar o volume e a qualidade do reservatório.

A busca por novos poços fora do eixo tradicional é vista como vital, uma vez que as projeções indicam que a produção do pré-sal poderá entrar em curva de declínio por volta de 2034, caso novas reservas não sejam incorporadas ao portfólio.