A Justiça fluminense determinou a prisão preventiva de mais quatro indivíduos suspeitos de participação no assassinato do advogado Rodrigo Crespo, ocorrido em fevereiro de 2024 na região central da capital. A decisão atende a uma denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), vinculado ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.
Detalhes dos mandados e captura dos acusados
Na última segunda-feira, agentes da Polícia Civil efetuaram a prisão do policial militar da ativa Renato Franco Lopes, conhecido como Pitbull e lotado em Duque de Caxias. Outros dois investigados, o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, e Ryan Patrick Barboza de Oliveira, o Motinha, já se encontravam reclusos, tendo os mandados sido cumpridos dias antes. Enquanto isso, Rafael Ferreira Silva, apelidado de Cachoeira, segue na condição de foragido.
Disputa pelo mercado de apostas motivou o crime
Segundo as investigações conduzidas pelo Ministério Público, Adilsinho, apontado como líder da nova cúpula do jogo do bicho, teria ordenado a execução por ver na atuação de Crespo uma ameaça aos seus negócios no setor de apostas online.
Na época dos fatos, o grupo contraventor buscava expandir atuação para o mercado de bets. A vítima tinha planos de lançar um empreendimento de grande porte no ramo e buscava investidores, além de planejar um estabelecimento com terminais eletrônicos semelhantes a caça-níqueis.
A dinâmica da execução e o suporte operacional
Os apontamentos da denúncia detalham que Ryan atuou monitorando a rotina da vítima dias antes do crime. Já Renato e Rafael deram suporte logístico, acompanhando os passos de Crespo até o momento do ataque e aguardando no carro usado na fuga. Provas técnicas confirmaram a presença da dupla no local do crime e no trajeto subsequente.
Medidas cautelares e isolamento em presídio federal
Além de aceitar a denúncia por homicídio qualificado, a 3ª Vara Criminal determinou que Adilsinho permaneça em uma unidade prisional federal de segurança máxima por três anos. O policial militar Renato teve suas funções públicas e o porte de arma suspensos.
Adilsinho havia sido capturado em fevereiro de 2026 em Cabo Frio, na Região dos Lagos, em operação conjunta das polícias Civil e Federal, sendo posteriormente encaminhado para o complexo de segurança máxima da Papuda, no Distrito Federal.
