A Polícia Civil de São Paulo não incluiu a produtora responsável pelo filme “Dark Horse” em seu pedido ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) para investigar possíveis irregularidades no financiamento do longa. A investigação, que se iniciou em março, ainda não esclareceu se houve uso de recursos públicos na produção.
Contexto da investigação
A suspeita sobre o financiamento do filme, que retrata a biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, surgiu em dezembro. O Ministério Público de São Paulo requisitou a abertura da investigação em 12 de março, e a Polícia Civil instaurou o inquérito quatro dias depois. No entanto, os prazos se estenderam e, até setembro, a corporação não havia conseguido acessar os dados financeiros do Coaf.
Desdobramentos e pedidos de informação
Em 22 de maio, a Polícia Civil solicitou à Justiça autorização para obter um relatório financeiro do Coaf. As buscas relacionadas ao caso, que incluíram a apreensão de celulares e documentos, ocorreram em 1º de junho. Contudo, até o início de setembro, a polícia ainda não havia incluído as contas da Go Up Entertainment, a produtora de “Dark Horse”, em seu pedido.
Intervenção do STF
O caso ganhou novos contornos quando o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou, em 21 de agosto, o compartilhamento de provas entre a Polícia Civil de São Paulo e a Polícia Federal. A PF busca cruzar informações sobre o financiamento do filme com a investigação paulista.
Coincidências e relações
A Polícia Civil apontou diversas coincidências entre a Go Up Entertainment e a produção do filme. A produtora executiva, Karina Ferreira da Gama, também preside o Instituto Conhecer Brasil, que recebeu R$ 69 milhões da Prefeitura de São Paulo para projetos sociais. Apesar disso, a investigação inicial não focou diretamente nas relações políticas ou em projetos audiovisuais.
Próximos passos da investigação
Enquanto a Polícia Civil não se manifestou sobre a exclusão da produtora do pedido ao Coaf, a situação permanece em aberto. A transferência da supervisão do caso para o STF pode trazer novos desdobramentos e uma maior transparência sobre o uso de recursos públicos na produção de “Dark Horse”.
Fonte: redir.folha.com.br
