As pesquisas eleitorais continuam a traçar um cenário dinâmico para as eleições de outubro, com a mais recente pesquisa do BTG Pactual/Nexus indicando uma mudança significativa nas intenções de voto. Após uma fase em que Flávio Bolsonaro (PL–RJ) e Augusto Cury (Avante) ultrapassaram Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o atual presidente voltou a ocupar a liderança nas intenções de voto.
Divulgada nesta manhã (14), a pesquisa mostra que Lula alcançou 42% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 37%. Essa mudança representa um crescimento de três pontos para Lula, que estava em 39% na semana anterior, e um avanço de dois pontos para Bolsonaro, que subiu de 33%.
A diferença entre os dois candidatos aumentou de quatro para cinco pontos, o que coloca Lula acima da margem de erro de dois pontos percentuais, em um contexto marcado por uma crise no Supremo Tribunal Federal (STF).
Além disso, Lula também supera Flávio Bolsonaro em um possível segundo turno, com 47% das intenções de voto, contra 46% do senador.
Por outro lado, Augusto Cury viu sua intenção de voto cair de 9% para 6%, marcando a segunda queda consecutiva após ter atingido um pico de 11% na pesquisa anterior. Outros candidatos como Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) apresentaram pequenas variações, com Caiado subindo de 4% para 5% e Santos caindo de 4% para 2%.
Candidatos como Romeu Zema (Novo) e Samara Martins (UP) mantiveram-se com 1%, enquanto outros nomes não conseguiram alcançar 1% nas intenções de voto. O total de brancos, nulos e aqueles que não votariam em nenhum dos candidatos subiu de 3% para 4%, e os indecisos permaneceram em 2%.
A pesquisa foi realizada por telefone com 2003 eleitores maiores de 16 anos entre sexta-feira (11) e domingo (13) em todos os estados e no Distrito Federal, apresentando um índice de confiança de 95%.
Cenário de primeiro turno com Pablo Marçal
A pesquisa BTG Pactual/Nexus também considerou um cenário com a inclusão de Pablo Marçal como candidato do PRTB, que se tornou inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) devido a abuso de poder econômico. Nesse cenário, Lula subiu de 39% para 40%, enquanto Flávio Bolsonaro passou de 34% para 36%. Cury caiu de 9% para 7%.
A pesquisa revelou que 83% dos entrevistados que mencionaram algum candidato afirmaram que a decisão de voto estava tomada e não mudaria, um aumento em relação aos 81% da semana anterior, marcando um recorde desde março. Os restantes 17% mantiveram-se indecisos.
Lula e adversários no segundo turno
No cenário de um segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro continuam tecnicamente empatados, mas o presidente voltou a liderar com 47% contra 46% do senador. Na pesquisa anterior, Flávio estava à frente com 46% a 45%.
A pesquisa também incluiu outros três cenários, onde Lula enfrentaria Caiado, Cury, Zema e Renan Santos. Contra Cury, Lula reverteu a situação, alcançando 45% contra 42%. Em um embate contra Caiado, Lula teria 47% a 41%, e contra Zema, 49% a 38%. Se o adversário fosse Renan Santos, Lula venceria por 48% a 37%.
Espontânea e rejeição
Na pesquisa espontânea, Lula subiu de 39% para 40%, enquanto Flávio Bolsonaro passou de 31% para 34%. Cury caiu de 6% para 5%, e outros candidatos não obtiveram resultados expressivos. O total de brancos, nulos e aqueles que não votariam em nenhum nome foi de 4%.
É importante ressaltar que a pesquisa espontânea tende a refletir com maior precisão a decisão dos eleitores, que não terão informações dos candidatos na urna.
Avaliação do governo e do presidente Lula
A rejeição a Lula caiu de 49% para 48%, enquanto a de Flávio Bolsonaro se manteve em 50%. O potencial de voto de Lula aumentou de 47% para 50%, e o de Flávio Bolsonaro variou de 47% para 48%.
A avaliação do governo atual também foi abordada. Entre os entrevistados, 17% consideraram o governo ótimo, um aumento em relação aos 15% da semana anterior, enquanto 20% o avaliaram como bom. Outros 6% consideraram ruim e 38% como péssimo.
A aprovação do trabalho do governo Lula subiu de 47% para 45%, enquanto a desaprovação caiu de 50% para 49%. Os que não souberam avaliar ou não responderam representaram 4%.
*Com informações do Money Times.
Fonte: seudinheiro.com
