Filho de Fux e banqueiro Vorcaro se encontraram em almoço em Nova York, revela PF

Filho de Fux e banqueiro Vorcaro se encontraram em almoço em Nova York, revela PF

Política

Mensagens obtidas pela Polícia Federal (PF) revelam que Daniel Vorcaro, banqueiro, participou de um almoço em 14 de maio de 2024 com Rodrigo Fux, filho do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF). O encontro ocorreu em Nova York, durante a “Brazil Week”, uma série de eventos que atraem a comunidade brasileira e investidores para a cidade. Em uma troca de mensagens, Vorcaro informou a um interlocutor que estava com Fux, referindo-se ao advogado e não ao pai. Embora os detalhes do almoço e o local não tenham sido divulgados, a presença de Rodrigo Fux em eventos de destaque na cidade não é novidade, uma vez que ele frequentemente participa de atividades voltadas para a promoção do Brasil no exterior.

Após o almoço, Rodrigo Fux compareceu a uma degustação de uísque, também patrocinada por Vorcaro, que contou com a presença de cerca de 40 pessoas. Essa informação foi inicialmente divulgada pelo colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles, e levanta questões sobre a natureza das relações entre os envolvidos.

As interações entre Fux e Vorcaro têm sido analisadas por aliados do ministro Alexandre de Moraes, também do STF, que estão buscando a suspeição de Luiz Fux em uma sessão que discutirá a crise na corte. O tema em pauta envolve a possível abertura de um inquérito sobre mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro, o que intensifica a atenção sobre os laços pessoais e profissionais entre os atores envolvidos.

Além do encontro em Nova York, Rodrigo Fux também foi visto em um camarote de Vorcaro durante o carnaval na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, em 2025, o que sugere um relacionamento mais próximo do que o alegado. Em resposta às alegações, Rodrigo Fux, através de sua assessoria, afirmou que nunca almoçou sozinho com Vorcaro e que, na ocasião, havia muitas outras pessoas presentes, negando qualquer conotação de privacidade ou intimidade no encontro. Ele ainda destacou que, após o almoço, participou brevemente da degustação de uísque, onde não teve contato direto com o banqueiro, o que pode indicar uma tentativa de distanciar-se de qualquer implicação negativa relacionada às suas associações.

Esses eventos e as mensagens reveladas pela PF não apenas levantam questões sobre a ética nas relações entre figuras públicas e privadas, mas também destacam o clima de tensão e desconfiança que permeia o ambiente político brasileiro, especialmente em tempos de crise no Judiciário. A situação continua a evoluir e promete repercussões significativas na relação entre os membros do STF e o setor privado, à medida que mais informações forem divulgadas.

Fonte: redir.folha.com.br