Autônomos, MEIs e CNPJs entram no radar do IR 2026

Brasil Economia

Motoristas de aplicativo, freelancers, pequenos empresários e profissionais liberais precisam redobrar a atenção na declaração do Imposto de Renda em 2026. Com o avanço da informalidade e o crescimento do empreendedorismo no Brasil, a Receita Federal intensificou o cruzamento de dados bancários, Pix e movimentações financeiras. Especialistas alertam que muitos contribuintes ainda confundem as obrigações entre CPF e CNPJ, o que pode levar à malha fina.

No caso dos trabalhadores autônomos, todo rendimento deve ser informado, independentemente da forma de pagamento. Quem recebeu diretamente de pessoas físicas precisa utilizar o Carnê-Leão mensalmente e depois transferir os dados para a declaração anual. Já pagamentos feitos por empresas costumam aparecer automaticamente nos informes de rendimentos. “Se recebeu como pessoa física, você deve recolher o imposto mensalmente pelo Carnê-Leão”, explica a Receita Federal.

Os microempreendedores individuais também precisam separar as obrigações do CPF e do CNPJ. A DASN-SIMEI continua obrigatória para todos os MEIs, mesmo sem faturamento. Porém, a entrega do IRPF depende do lucro tributável obtido pelo empreendedor. Parte da receita é considerada isenta, variando entre 8% e 32%, conforme a atividade exercida. Quando os rendimentos tributáveis ultrapassam os limites da Receita, a declaração passa a ser obrigatória.

O prazo oficial da declaração do IR 2026 vai até 29 de maio. O atraso gera multa mínima de R$ 165,74 e pode deixar o CPF em situação irregular, dificultando acesso a crédito, financiamentos e até serviços bancários. Para especialistas, organização financeira e separação correta entre contas pessoais e empresariais são hoje fundamentais para evitar problemas fiscais e manter a saúde financeira do negócio.