Falta apenas um mês para o início da Copa do Mundo de 2026, torneio que promete entrar para a história como o maior já realizado pela Fifa. A competição será disputada entre 11 de junho e 19 de julho, com jogos espalhados pelos Estados Unidos, México e Canadá. Pela primeira vez, o Mundial contará com 48 seleções e 104 partidas, ampliando significativamente o alcance do evento esportivo mais assistido do planeta.
A abertura acontecerá no tradicional Estádio Azteca, na Cidade do México, enquanto a grande final será realizada no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Ao todo, 16 cidades receberão partidas. A mudança no formato também cria uma nova fase eliminatória antes das oitavas de final, aumentando o número de confrontos e prolongando a duração da competição para 39 dias.
Segundo a Fifa, a ampliação do torneio busca tornar a Copa mais global, oferecendo espaço para seleções que historicamente tinham poucas chances de classificação. África, Ásia e América do Norte foram diretamente beneficiadas pelo novo modelo de distribuição de vagas, em uma estratégia que também amplia mercados consumidores, audiência e receitas comerciais.
O Brasil chega à competição ainda cercado de expectativa após um ciclo marcado por oscilações nas Eliminatórias. Mesmo assim, a Seleção Brasileira segue como uma das marcas esportivas mais valiosas do Mundial. Pentacampeão e único país presente em todas as edições da Copa, o Brasil continua sendo peça central para patrocinadores, emissoras e plataformas digitais.

A Copa de 2026 também será um fenômeno econômico. Estimativas do Bank of America apontam que o torneio poderá movimentar cerca de US$ 41 bilhões na economia global e gerar mais de 800 mil empregos temporários e permanentes em setores ligados ao turismo, infraestrutura, hotelaria, transporte e entretenimento. A expectativa é de público superior a 6,5 milhões de torcedores nos estádios.
Além dos gramados, especialistas avaliam que esta poderá ser a Copa mais digital da história. Streaming, redes sociais, inteligência artificial, creators e cobertura multiplataforma devem ampliar ainda mais o consumo de conteúdo em tempo real. Marcas globais já disputam espaço publicitário em torno do evento, transformando o Mundial em uma das maiores vitrines comerciais e de marketing do planeta.
A nova configuração da Copa também gera debates. Pesquisadores e analistas esportivos discutem impactos sobre competitividade, desgaste físico dos atletas e excesso de partidas ao longo da temporada internacional. Mesmo diante das críticas, a Fifa aposta que o novo formato abrirá uma era de maior alcance global para o futebol, consolidando a Copa de 2026 como um divisor de águas no esporte mundial.
