A corrida eleitoral para a Presidência da República em 2026 está aquecida, e os números das doações eleitorais refletem isso. Até a última quinta-feira (17), a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acumulou R$ 48,4 milhões em doações, superando em 17% os R$ 41,1 milhões arrecadados pelo atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição. Esses dados foram extraídos do sistema Divulgacand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Os dois candidatos estão no topo do ranking de doações, que totaliza R$ 108,6 milhões recebidos por seis dos principais postulantes ao Palácio do Planalto. Além de Flávio e Lula, a lista inclui Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão), em ordem de arrecadação.
Contexto das doações eleitorais
As doações eleitorais são fundamentais para o financiamento das campanhas, permitindo que os candidatos cubram despesas com material gráfico, propaganda, aluguel de espaços para eventos, além de custos operacionais como deslocamentos e contratação de pessoal. O prazo para a entrega das prestações parciais de contas terminou no último domingo (13), e agora, os recursos arrecadados até o dia da eleição serão incluídos na prestação de contas completa, que deve ser enviada até 14 de novembro.
Desempenho das campanhas
A campanha de Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, manteve sua liderança em relação ao levantamento anterior da Folha, que indicava R$ 44,4 milhões até 9 de setembro. Em apenas uma semana, a campanha aumentou sua arrecadação em R$ 4 milhões, dos quais R$ 3,2 milhões foram classificados como “doação de horas de voo”, referentes ao fretamento de aeronaves para compromissos de campanha.
O PL, partido de Flávio, contribuiu significativamente para sua candidatura, somando R$ 46,1 milhões, o que representa 96% do total arrecadado até agora. Por outro lado, a candidatura de Lula, que tinha R$ 35,9 milhões até a semana passada, recebeu um incremento de R$ 5,2 milhões, sendo R$ 5 milhões oriundos do Fundo Especial. O PT, partido de Lula, é responsável por 97% do total doado, com R$ 40,1 milhões provenientes exclusivamente de fundos partidários.
Outros candidatos e suas arrecadações
O terceiro colocado na lista de doações é Ronaldo Caiado, que arrecadou R$ 9,5 milhões, um aumento de R$ 2,9 milhões em relação ao início de setembro. Caiado recebeu um aporte de R$ 1,3 milhão de doações feitas a seu partido, o PSD, em vez de diretamente para sua campanha.
Esses números não apenas refletem a competitividade da corrida eleitoral, mas também indicam a importância do financiamento de campanhas em um cenário onde a publicidade e a presença nas mídias sociais são cruciais para a visibilidade dos candidatos.
Repercussão e possíveis desdobramentos
A disparidade nas doações entre Flávio Bolsonaro e Lula pode influenciar a dinâmica da campanha, especialmente em um momento em que ambos os candidatos tentam consolidar suas bases eleitorais. A capacidade de arrecadar fundos é um indicador importante da viabilidade de uma candidatura, e a liderança de Flávio pode ser um fator decisivo nas próximas etapas do processo eleitoral.
À medida que a eleição se aproxima, a pressão sobre os candidatos para aumentar suas arrecadações deve intensificar-se, especialmente com a deflagração de crises políticas que podem impactar a percepção pública e a disposição dos eleitores em contribuir financeiramente.
Continuaremos acompanhando de perto essa corrida eleitoral e suas implicações para o cenário político brasileiro. Para mais atualizações, fique atento ao nosso portal.
Fonte: redir.folha.com.br
