O Rio Grande do Sul contabilizou até o momento 2.158 denúncias de propaganda eleitoral através do aplicativo Pardal, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (17). Este número coloca o estado na quinta posição entre as unidades da Federação em termos de registros, de acordo com informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que mantém um painel para acompanhar essas estatísticas.
Disponível desde o início da propaganda eleitoral, o aplicativo Pardal permite que eleitores enviem ocorrências à Justiça Eleitoral. É importante ressaltar que as denúncias recebidas não significam, necessariamente, a confirmação de infrações eleitorais, mas sim a manifestação de irregularidades percebidas pelos cidadãos.
Em comparação com outros estados, São Paulo lidera com 5.619 registros, seguido pela Bahia com 3.860, Minas Gerais com 2.508 e Pernambuco com 2.278. No total, o Brasil já acumula 29.757 denúncias, sendo que o Rio Grande do Sul representa 7,3% desse total.
Na capital, Porto Alegre, foram registradas 517 denúncias, o que corresponde a 24% do total gaúcho. Outras cidades com números significativos incluem Canoas, com 106 registros, Pelotas com 103, Santa Maria com 79, Viamão com 77 e Caxias do Sul com 71.
As denúncias estão predominantemente relacionadas a infrações em vias públicas, totalizando 1.193 registros, ou 55,3% do total. Além disso, foram contabilizadas 158 denúncias sobre outdoors e outdoors eletrônicos, 156 relacionadas a bens públicos, 149 a propaganda na internet, 135 a bens particulares e 113 a veículos de som, como minitrios e trios elétricos.
No que diz respeito aos cargos associados às denúncias, 934 estão ligadas a candidatos a deputado estadual e 727 a deputado federal. Também foram registradas 265 ocorrências relacionadas a partidos, coligações ou federações, 99 a governador, 97 a senador e 34 a presidente.
Esses números refletem um cenário de crescente vigilância por parte da população em relação às práticas eleitorais, destacando a importância do aplicativo Pardal como uma ferramenta de fiscalização e participação cidadã nas eleições de 2026.
Fonte: agorars.com
