Expectativa de apresentação à justiça
Aliados de Milton Leite (União Brasil), ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, indicam que o político deve se apresentar voluntariamente à Polícia Civil nesta sexta-feira (18). O ex-vereador tornou-se alvo de uma operação policial deflagrada na última quinta-feira (17) e passou a ser considerado foragido pelas autoridades após não ser localizado em sua residência.
A defesa e pessoas próximas ao ex-parlamentar mantêm a expectativa de que, ao se entregar, seja possível reverter a ordem de prisão temporária, que tem validade inicial de 30 dias. O caso gerou repercussão imediata no cenário político paulistano, dado o histórico de influência de Leite na administração municipal.
Investigações sobre transporte e crime organizado
A operação que mira o ex-vereador apura um suposto esquema de infiltração do PCC (Primeiro Comando da Capital) no setor de transportes públicos da capital paulista. As investigações buscam esclarecer possíveis conexões entre empresas que operam o sistema de ônibus e a facção criminosa, um tema que tem ocupado o centro do debate sobre segurança pública e gestão urbana em São Paulo.
Na manhã de quinta-feira (17), agentes policiais cumpriram mandados de busca e apreensão na casa de Milton Leite, localizada na zona sul da cidade. No entanto, o ex-vereador não estava no imóvel no momento da chegada das equipes, o que motivou a classificação de foragido durante o período inicial da diligência.
Defesa nega envolvimento com facções
Em declarações públicas feitas ainda na quinta-feira, Milton Leite negou qualquer vínculo com o crime organizado. O ex-presidente da Câmara afirmou que sua atuação no setor de transporte foi estritamente institucional, realizada a pedido do então prefeito Bruno Covas. Ele também refutou categoricamente as acusações de que seria proprietário da empresa Transwolf.
“Nego veementemente, não conheço ninguém do PCC nessa vida. A minha relação com o setor foi institucional. Não há nenhuma hipótese de eu ser dono. Nunca tive um carro. A Transwolf tem 600 cooperados, como eu sou dono de um grupo de 600 cooperados?”, declarou o ex-vereador. A expectativa agora recai sobre o depoimento que ele deverá prestar às autoridades policiais.
Acompanhe o desdobramento dos fatos
O caso segue em investigação e o portal ConexRS continua monitorando os desdobramentos desta operação e as próximas etapas do processo judicial envolvendo o ex-vereador. Nosso compromisso é levar até você uma cobertura jornalística precisa, contextualizada e independente sobre os fatos que impactam a política e a sociedade brasileira. Continue acompanhando nossas atualizações diárias para se manter bem informado sobre este e outros temas relevantes.
Fonte: redir.folha.com.br
