O tênis brasileiro vive um momento de contrastes e renovação nas quadras do Parque Villa-Lobos, em São Paulo. Enquanto a experiente Luisa Stefani, um dos maiores nomes do país na modalidade, garantiu sua vaga nas semifinais do SP Open, a nova geração do esporte nacional aproveitou a competição para ganhar experiência e subir posições importantes no ranking mundial da Associação de Tênis Feminino (WTA).
Caminho aberto para a semifinal
A classificação de Luisa Stefani para a penúltima fase do torneio veio de forma atípica nesta sexta-feira (18). Ao lado da parceira canadense Gabriela Dabrowski, a brasileira avançou por W.O. após a desistência da dupla formada pela tcheca Dominika Salkova e pela espanhola Katlin Quevedo. Segundo a organização do evento, um problema de saúde impediu a participação das adversárias, consolidando a presença da paulista na disputa pelo título.
Agora, a expectativa se volta para o confronto deste sábado (19). A dupla, que figura entre as melhores do mundo, aguarda a definição das oponentes, que sairão do duelo entre as chinesas Yiming Dang e Xaodi You contra a parceria composta pela tcheca Vendula Valdmannova e a norte-americana Mary Stoiana. A trajetória de Stefani no circuito profissional segue sendo um dos pilares de força do tênis feminino brasileiro na atualidade.
Ascensão da nova geração
Paralelamente à campanha de Stefani, o torneio serviu como vitrine para as jovens Nahuany Silva, conhecida como Naná, e Victória Barros. Ambas com apenas 16 anos, as tenistas paulistas foram eliminadas nas quartas de final pela russa Anastasia Tikhonova e pela ucraniana Valeriya Strakhova, que venceram por 2 sets a 0, com parciais de 6/2 e 7/5.
Apesar da derrota, o desempenho de Naná e Victória no SP Open reflete um avanço significativo em suas carreiras. A participação até as quartas de final garante um salto expressivo no ranking da WTA. Victória Barros, por exemplo, deve subir 413 posições, alcançando o 653º lugar e consolidando-se como a oitava melhor tenista sub-18 do mundo no ranking de duplas. Já Naná ascenderá 97 degraus, ocupando a 337ª colocação e tornando-se a terceira melhor atleta da mesma categoria etária.
Impacto no ranking e futuro
O impacto positivo não se restringe apenas às duplas. No ranking de simples, as jovens também colhem os frutos da experiência adquirida em São Paulo. Victória Barros ganhará oito posições, enquanto Naná, que chegou às oitavas de final da chave individual, terá um salto de 53 lugares, assumindo o 541º posto. Com esses resultados, Naná se firma como a 10ª melhor tenista sub-18 do mundo, um indicativo claro da evolução constante do tênis feminino brasileiro.
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Fonte: noticiasaominuto.com.br
