A ginasta brasileira Rebeca Andrade confirmou mais uma vez seu protagonismo no esporte mundial ao conquistar a medalha de ouro na final do salto do Campeonato Pan-Americano de Ginástica Artística
Disputado neste domingo (21), no Rio de Janeiro. Com média de 14,266 pontos, a maior medalhista olímpica da história do Brasil superou adversárias do Canadá e dos Estados Unidos e garantiu o lugar mais alto do pódio diante da torcida brasileira.
A conquista tem um significado especial. Rebeca retornou às competições internacionais após um período de quase dois anos longe dos torneios oficiais para recuperação física e mental depois dos Jogos Olímpicos de Paris 2024. Sua volta foi planejada cuidadosamente pela comissão técnica e teve como palco justamente o Pan-Americano realizado em casa, competição que também serve como etapa importante do ciclo olímpico rumo a Los Angeles 2028.
Na decisão do salto, a brasileira executou seu primeiro movimento praticamente sem erros e recebeu 14,433 pontos. No segundo salto, apesar de uma aterrissagem menos precisa, alcançou 13,700 pontos, suficientes para fechar a média vencedora de 14,266. A canadense Lia Monica ficou com a prata, enquanto a norte-americana Claire Pease levou o bronze.
O resultado reforça a condição de Rebeca como principal nome da ginástica artística das Américas. Bicampeã olímpica e dona de múltiplas medalhas em Jogos Olímpicos e Campeonatos Mundiais, a atleta já havia demonstrado excelente forma durante as classificatórias do Pan, quando registrou a maior nota individual da competição no salto.
Além do ouro de Rebeca, o Brasil encerrou o dia com outras medalhas importantes. O ginasta Diogo Soares conquistou duas pratas, enquanto Arthur Nory, Thais Fidelis, Sophia Weisberg e Vitaliy Guimarães garantiram medalhas de bronze para a delegação nacional. O desempenho consolida o crescimento da ginástica brasileira no cenário continental e amplia as expectativas para o Mundial de Roterdã e para o ciclo olímpico de 2028.
