A Venezuela enfrenta uma das maiores tragédias naturais de sua história recente após ser atingida por dois fortes terremotos na quarta-feira (24).
Os abalos, registrados com magnitudes de 7,2 e 7,5 em um intervalo inferior a um minuto, provocaram desabamentos de edifícios, danos severos à infraestrutura e levaram o governo a decretar estado de emergência nacional. Segundo o balanço oficial mais recente, ao menos 32 pessoas morreram e cerca de 700 ficaram feridas.
Os tremores tiveram epicentro na região norte do país e foram sentidos com intensidade em Caracas, além dos estados de Carabobo, La Guaira, Aragua, Yaracuy e Miranda. Na capital, prédios residenciais e comerciais sofreram colapsos parciais e totais, enquanto equipes de resgate trabalham na busca por sobreviventes sob os escombros. O Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía, também registrou danos estruturais e teve as operações suspensas temporariamente.
Além dos prejuízos materiais, o terremoto comprometeu serviços essenciais. Houve interrupções no fornecimento de energia elétrica, água e telecomunicações em diversas cidades, enquanto escolas, repartições públicas e parte do sistema de transporte permaneceram fechados por determinação das autoridades. Especialistas alertam para o risco de novas réplicas nos próximos dias, recomendando que a população evite permanecer em edifícios danificados.
Sismólogos classificam o fenômeno como um “doblete sísmico”, situação incomum em que dois terremotos de grande magnitude ocorrem praticamente em sequência sobre a mesma região tectônica. Segundo especialistas, a baixa profundidade dos abalos potencializou os danos em áreas urbanas densamente povoadas. A comunidade internacional acompanha a situação, enquanto equipes de emergência e ajuda humanitária começam a chegar ao país para reforçar as operações de resgate.
Tragédia relembra o terremoto de 1967
O desastre reacendeu a memória do terremoto que atingiu Caracas em 1967, considerado até então o mais devastador da história moderna venezuelana. Especialistas afirmam que a sequência de tremores registrada agora está entre os eventos sísmicos mais intensos já documentados no país, evidenciando a vulnerabilidade de parte da infraestrutura urbana diante de fenômenos dessa magnitude.
