Buscas continuam e número de desaparecidos preocupa
O número de vítimas fatais dos terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24) subiu para 1.430, segundo novo balanço divulgado pelo governo venezuelano neste sábado (27). Além dos mortos, há 3.238 feridos e centenas de pessoas continuam desaparecidas, enquanto equipes de resgate seguem trabalhando em meio aos escombros.
Os dois terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, foram seguidos por pelo menos 430 réplicas, dificultando as operações de busca e aumentando o risco para bombeiros, militares e voluntários. Novos tremores, inclusive um de magnitude 4,9 registrado na sexta-feira (26), mantêm parte da população em alerta e impedem o retorno de milhares de famílias às suas residências.
A tragédia provocou o colapso de prédios residenciais, hospitais, escolas e da infraestrutura básica em diversas cidades, especialmente na região norte do país. Em vários municípios ainda há falta de energia elétrica, água potável e comunicações, enquanto abrigos improvisados recebem milhares de desabrigados. As autoridades afirmam que o número de vítimas ainda pode aumentar à medida que novas áreas isoladas sejam alcançadas pelas equipes de resgate.
O Brasil mantém atuação na operação humanitária. O governo brasileiro enviou equipes especializadas de busca e salvamento, hospital de campanha, medicamentos, purificadores de água e toneladas de suprimentos para auxiliar as autoridades venezuelanas. O Ministério das Relações Exteriores também confirmou a morte de dois brasileiros na tragédia e presta assistência consular às famílias das vítimas.
Especialistas alertam que, após a fase inicial de resgate, o maior desafio será evitar uma crise sanitária. A destruição de hospitais, a escassez de água tratada e o grande número de desabrigados aumentam o risco de surtos de doenças infecciosas e dificultam o atendimento aos feridos, exigindo apoio internacional contínuo.
