Novo terremoto aumenta tensão na Venezuela enquanto sobe destruição causada pelos abalos

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Réplica de magnitude 4,6 reacende medo da população cinco dias após o terremoto duplo que devastou o norte do país e deixou centenas de edifícios destruídos.

Cinco dias após os terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 que atingiram o norte da Venezuela, um novo tremor de magnitude 4,6 voltou a sacudir o país na manhã desta segunda-feira (29). O abalo foi registrado próximo a Caraballeda, no estado de La Guaira, região mais afetada pelo desastre, aumentando a preocupação da população e das equipes de resgate que seguem trabalhando entre os escombros.

De acordo com a Fundação Venezuelana de Investigações Sismológicas (Funvisis), o novo tremor ocorreu a cerca de 10 quilômetros de profundidade e é considerado uma réplica do terremoto principal. Apesar do susto, as autoridades informaram que não houve novos registros de vítimas nem de danos estruturais significativos. Ainda assim, moradores relataram momentos de pânico, principalmente em edifícios que já apresentavam rachaduras desde o primeiro desastre.

Mais de 770 edifícios desabaram

Enquanto as buscas continuam, o governo venezuelano atualizou o balanço da destruição provocada pelos terremotos. Segundo dados oficiais, 774 edificações colapsaram completamente em diferentes regiões do país, concentrando-se principalmente em La Guaira, Caracas e áreas costeiras. Além disso, milhares de imóveis sofreram danos estruturais e permanecem interditados por risco de novos desabamentos.

As imagens de satélite utilizadas por organismos internacionais indicam que bairros inteiros foram severamente atingidos. Hospitais, escolas, hotéis, prédios residenciais e estabelecimentos comerciais estão entre as construções destruídas ou comprometidas, dificultando o retorno da população às áreas afetadas.

Operação de resgate segue em ritmo intenso

Equipes de bombeiros, militares, voluntários e especialistas internacionais permanecem mobilizados na busca por sobreviventes. Máquinas pesadas trabalham na retirada de toneladas de concreto, enquanto cães farejadores auxiliam na localização de pessoas que possam permanecer sob os escombros.

Mesmo com o avanço das operações, milhares de famílias continuam desalojadas. Abrigos temporários foram instalados em ginásios, escolas e centros comunitários para atender a população que perdeu suas casas. O fornecimento de água, energia elétrica e comunicações ainda é irregular em diversas localidades.

Réplicas mantêm estado de alerta

Especialistas lembram que réplicas são comuns após terremotos de grande magnitude e podem continuar ocorrendo durante semanas ou até meses. Embora normalmente sejam menos intensas que o sismo principal, elas representam risco adicional para edificações já comprometidas.

As autoridades venezuelanas mantêm a orientação para que moradores evitem entrar em imóveis danificados até que sejam realizadas inspeções técnicas. Também permanecem suspensas diversas atividades em áreas consideradas de maior risco sísmico.