Cavadinha no futebol: jornal britânico destaca lances icônicos de brasileiros

Cavadinha no futebol: jornal britânico destaca lances icônicos de brasileiros

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A arte e o risco da cavadinha no futebol mundial

A ousadia de bater um pênalti com uma cavadinha — o famoso chute por cobertura que desafia a frieza dos goleiros — ganhou um reconhecimento especial em um levantamento recente realizado pelo jornal britânico The Guardian. A publicação listou 50 cobranças históricas que marcaram o esporte, homenageando a origem do movimento: a histórica final da Eurocopa de 1976, quando o tchecoslovaco Antonin Panenka imortalizou a técnica ao garantir o título contra a Alemanha Ocidental.

O gesto, que exige coragem e precisão técnica, tornou-se um sinônimo de audácia no futebol. A lista do periódico inglês não se limita apenas aos sucessos, mas abrange também momentos de tensão e erros memoráveis, explorando como a técnica foi utilizada por grandes nomes ao redor do mundo, incluindo lendas como Zidane e Maradona.

Protagonismo brasileiro na lista das 50 cobranças

O futebol brasileiro, conhecido por sua criatividade, ocupa um espaço de destaque no levantamento. A craque Marta, amplamente reconhecida como uma das maiores jogadoras da história, aparece em dois momentos distintos. Em 2022, ela converteu uma cavadinha em um amistoso da Seleção Brasileira contra a França. Já em 2025, atuando pelo Orlando Pride, ela protagonizou um lance dramático: após ter um pênalti anulado pela arbitragem, repetiu a dose com sucesso, acertando o travessão antes da bola entrar.

Outros nomes icônicos do país também compõem o registro. Djalminha é lembrado por sua coragem ao executar o lance contra o goleiro argentino Goycoechea, especialista em penalidades, em 1995. O goleiro Rogério Ceni também figura na relação, lembrado pela cobrança na semifinal do Campeonato Paulista de 2013 contra o Corinthians, onde, apesar da execução pouco convencional, conseguiu superar o arqueiro Cássio.

O peso do erro e a repercussão das tentativas frustradas

Nem toda cavadinha termina em celebração. O jornal também deu espaço para o lado amargo da técnica, onde a tentativa de genialidade pode se transformar em um pesadelo para o jogador e sua equipe. O atacante Alexandre Pato foi citado por sua cobrança nas quartas de final da Copa do Brasil de 2013, que resultou em uma defesa fácil do goleiro Dida e na eliminação de sua equipe.

O meia Maicosuel também é mencionado negativamente pelo erro que custou a eliminação da Udinese na Champions League diante do Braga, em 2012. Mais recentemente, em 2025, o jovem Tiaguinho, da seleção brasileira sub-17, demonstrou que a ousadia segue presente nas novas gerações ao converter uma cavadinha após provocações com o goleiro paraguaio, reafirmando que o drible psicológico continua sendo uma arma presente no esporte.

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Fonte: noticiasaominuto.com.br