Itaú registra lucro de R$ 12,4 bilhões no segundo trimestre de 2026

Itaú registra lucro de R$ 12,4 bilhões no segundo trimestre de 2026

DESTAQUES Economia

O Itaú Unibanco (ITUB4) reafirmou sua posição de liderança no setor bancário brasileiro ao divulgar seus resultados financeiros referentes ao segundo trimestre de 2026. A instituição reportou um lucro líquido recorrente de R$ 12,407 bilhões, consolidando um crescimento de 7,8% na comparação anual e mantendo a estabilidade operacional frente ao trimestre anterior, com uma leve alta de 1%.

O desempenho financeiro do banco veio em linha com as expectativas do mercado, que projetava um resultado próximo a R$ 12,427 bilhões, segundo o consenso da Bloomberg. Em um cenário econômico onde investidores monitoram de perto a desaceleração do ciclo de crédito, o Itaú mantém o foco na disciplina analítica e na gestão de riscos.

Rentabilidade e estratégia de longo prazo

O retorno sobre o patrimônio líquido médio anualizado (ROAE) atingiu 24,3% no período. Embora tenha apresentado uma leve contração de 0,5 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre de 2026, o indicador permanece em patamares robustos, superando significativamente a média de outros grandes bancos privados do país. Para o CEO do Itaú, Milton Maluhy Filho, a consistência dos números é reflexo de uma estratégia focada no longo prazo, que prioriza a qualidade da carteira e a integração de novas tecnologias na infraestrutura bancária.

Qualidade da carteira e controle de inadimplência

A carteira de crédito ampliada do banco alcançou R$ 1,52 trilhão, um avanço de 9,6% em relação ao segundo trimestre de 2025. O ponto de maior atenção para o mercado, contudo, foi a estabilidade da inadimplência acima de 90 dias, que se manteve em 1,9%. Esse controle é visto como o principal diferencial competitivo da instituição diante de ciclos econômicos voláteis.

Para assegurar essa estabilidade, o banco elevou suas provisões para perdas com crédito (PDD) para R$ 10,4 bilhões, um aumento de 8,4% na comparação anual. O custo do crédito também acompanhou essa tendência, totalizando R$ 10,1 bilhões, refletindo uma postura prudente na concessão de novos empréstimos e na gestão de riscos de crédito.

Margens financeiras e desafios operacionais

A margem financeira do Itaú, que compreende a diferença entre receitas de crédito e custos de captação, encerrou o trimestre em R$ 33,4 bilhões, crescimento de 5,2% sobre o ano anterior. Enquanto a margem com clientes subiu 5,1%, as operações de tesouraria demonstraram um desempenho mais dinâmico, com alta de 8,6% na comparação anual.

Por outro lado, o setor de serviços impôs desafios. As receitas com prestação de serviços somaram R$ 11 bilhões, com crescimento tímido de 2,3% na base anual. Analistas apontam que a atividade ainda contida nos mercados de capitais e a redução em taxas de performance limitaram um avanço mais expressivo nesta linha do balanço. As despesas operacionais, por sua vez, foram mantidas sob controle, com alta de 3,1%, totalizando R$ 19,6 bilhões no trimestre.

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Fonte: seudinheiro.com