Sobrinho de Eduardo Suplicy, Pedro Suplicy lança candidatura a deputado estadual pelo Novo

Sobrinho de Eduardo Suplicy, Pedro Suplicy lança candidatura a deputado estadual pelo Novo

Política

A trajetória de Pedro Suplicy e a escolha pelo Novo

O cenário político de São Paulo ganha um novo nome para a disputa da Assembleia Legislativa (Alesp) nas próximas eleições. O agrônomo Pedro Suplicy, de 56 anos, confirmou sua candidatura a deputado estadual pelo partido Novo. O anúncio chama a atenção não apenas pela proposta de renovação, mas pela linhagem familiar do postulante: ele é sobrinho de Eduardo Suplicy, um dos nomes mais emblemáticos do Partido dos Trabalhadores (PT) e atual deputado estadual.

Apesar do parentesco com o histórico petista, Pedro Suplicy trilha um caminho ideológico distinto. Filiado ao Novo desde agosto de 2025, o candidato define sua plataforma com base em princípios liberais. A relação com o tio, segundo o agrônomo, mantém-se pautada pelo respeito mútuo e pela admiração à trajetória de integridade e dedicação às causas sociais que Eduardo Suplicy construiu ao longo de décadas na vida pública.

Contraste ideológico e propostas para o empreendedorismo

Embora declare ter o tio como uma inspiração pessoal, Pedro Suplicy faz questão de marcar posições divergentes em temas centrais. Enquanto o petista é o principal entusiasta da renda básica no Brasil, o sobrinho defende um modelo focado no incentivo ao empreendedorismo e na redução da dependência de programas sociais. Para o candidato do Novo, o foco do Estado deve ser a capacitação e o suporte técnico para quem busca autonomia financeira.

Uma das principais propostas de sua campanha é a criação de centros de apoio ao pequeno e médio empresário, inspirados no modelo de atendimento do Poupatempo. A ideia é centralizar serviços de assistência jurídica e contábil em um único espaço, facilitando a formalização e o desenvolvimento de negócios. “Temos que fomentar o balcão de empregos e ajudar o empresário a desenvolver o seu negócio”, defende o candidato.

Críticas aos programas sociais e a polêmica do número de urna

Pedro Suplicy também levanta ressalvas sobre a gestão atual do Bolsa Família. O candidato aponta a necessidade de um “saneamento” no programa, citando a existência de possíveis fraudes e questionando a estrutura dos repasses para famílias unipessoais. Segundo ele, é preciso repensar o modelo para garantir que o auxílio cumpra sua função social sem gerar distorções no orçamento público.

A campanha também traz um elemento curioso: o número de urna escolhido por Pedro, 30.013, faz uma referência direta ao 13, número histórico do PT. A escolha gerou debates internos no Novo, mas foi mantida pelo candidato. Embora tenha evitado aprofundar detalhes sobre a estratégia para não antecipar o período de propaganda eleitoral, ele reconhece a proximidade com o tio, afirmando que, em conversas privadas, Eduardo Suplicy chegou a comentar que ele seria um bom candidato e que ambos poderiam atuar juntos na Alesp.

A disputa eleitoral em São Paulo promete ser um termômetro importante para a aceitação de novas lideranças liberais no estado. O Conexrs segue acompanhando de perto os desdobramentos desta corrida eleitoral, trazendo análises, entrevistas e o contexto necessário para que você, leitor, compreenda os movimentos que moldam o futuro político do país. Continue conosco para se manter informado com credibilidade e profundidade.

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Fonte: redir.folha.com.br