Moradores de Muçum e Encantado, no Vale do Taquari, passaram a contar com uma travessia emergencial de barco pelo Rio Guaporé após a interdição total da ponte localizada no km 82 da ERS-129.
A medida foi adotada diante dos problemas estruturais identificados na ponte, que apresentou rachaduras e comprometimento em um dos pilares após as fortes chuvas registradas na região.
A operação da embarcação foi autorizada pela Marinha do Brasil e começou em 8 de agosto. O barco de alumínio possui motor de 15 HP e capacidade para cinco pessoas por viagem — quatro passageiros e um tripulante. O uso de colete salva-vidas é obrigatório. Inicialmente, foram estabelecidos períodos de funcionamento pela manhã, ao meio-dia e no final da tarde.
A solução, entretanto, enfrenta limitações. As condições meteorológicas já provocaram interrupções no serviço. Em 12 de agosto, por exemplo, a travessia foi suspensa devido às chuvas e às condições consideradas inadequadas para a navegação. Enquanto o barco não podia operar, os municípios organizaram transporte especial para moradores, trabalhadores e estudantes que dependem diariamente da ligação entre as duas cidades.
Ponte terá recuperação de R$ 4,9 milhões
Paralelamente à alternativa fluvial, começaram em 12 de agosto os trabalhos de recuperação da ponte da ERS-129. A intervenção emergencial tem investimento estimado em R$ 4,9 milhões, e equipes iniciaram o deslocamento de materiais para o local. A estrutura é uma ligação importante para a mobilidade regional e sua interdição vem aumentando o tempo de deslocamento entre municípios do Vale do Taquari.
A possibilidade de utilizar uma ponte metálica provisória ou uma passadeira do Exército também foi analisada, mas o Exército Brasileiro informou que não disponibilizará essas estruturas neste momento. Com isso, a recuperação da ponte definitiva ganhou ainda mais importância para normalizar o trânsito na região.
Impacto regional
A interdição não afeta somente quem precisa atravessar diariamente entre Muçum e Encantado. A ERS-129 integra uma importante rede rodoviária do Vale do Taquari e conecta municípios que dependem da rodovia para trabalho, serviços, transporte de mercadorias, educação e atendimento de saúde.
A situação também evidencia a vulnerabilidade da infraestrutura regional após os sucessivos eventos climáticos que atingiram o Vale do Taquari nos últimos anos. A própria documentação técnica estadual registra a ponte sobre o Rio Guaporé, no km 82, como uma estrutura de aproximadamente 155 metros de extensão.
Enquanto a obra avança, a travessia de barco funciona como uma solução temporária e limitada. A normalização da circulação dependerá da conclusão dos serviços de recuperação e da avaliação técnica que determine quando a ponte poderá voltar a receber veículos e pedestres com segurança.
Fonte: Governo do Rio Grande do Sul/EGR e informações da Marinha do Brasil.
Edição: ConexRS.
