Brasil atinge marca histórica de 10,72 milhões de bovinos abatidos no segundo trimestre de 2026

Brasil atinge marca histórica de 10,72 milhões de bovinos abatidos no segundo trimestre de 2026

Geral
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Foto: Divulgação

O Brasil alcançou um marco significativo na pecuária, com o abate de bovinos atingindo um recorde no segundo trimestre de 2026. Entre abril e junho, foram abatidas 10,72 milhões de cabeças, o maior volume já registrado para esse período desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 1997.

De acordo com uma análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), esse aumento no número de bovinos enviados aos frigoríficos foi acompanhado por um crescimento na produção de carne bovina. No primeiro trimestre deste ano, o peso total das carcaças somou 2,63 milhões de toneladas. Já no segundo trimestre, esse volume subiu para 2,75 milhões de toneladas, representando um crescimento de 4,4% em relação ao período anterior.

Os pesquisadores do Cepea afirmam que esses números refletem um cenário de maior oferta de carne bovina pela indústria frigorífica, impulsionado pelo ritmo acelerado de abates no país.

Produtividade também pode explicar avanço

O crescimento da produção de carne não se deve apenas ao aumento no número de bovinos abatidos. Segundo o Cepea, a composição do rebanho e o peso das carcaças também desempenham um papel crucial. Além disso, os ganhos de produtividade nos sistemas de produção têm sido notáveis. Investimentos em genética, nutrição, manejo e qualidade das pastagens têm contribuído para a criação de animais mais produtivos, resultando em uma produção de carne mais elevada.

Os dados do segundo trimestre, portanto, evidenciam que o aumento da oferta de carne bovina no Brasil se deu tanto pelo maior número de animais abatidos quanto pelo volume de carne produzido pelos frigoríficos. Essa tendência pode ter implicações significativas para o mercado interno e externo, uma vez que o Brasil é um dos principais exportadores de carne bovina do mundo.

O cenário atual sugere que a indústria frigorífica brasileira está se preparando para atender uma demanda crescente, refletindo uma combinação de fatores que vão desde a eficiência na produção até a adaptação às exigências do mercado global.

Fonte: canalrural.com.br