Sentimento nacional: 78% dos brasileiros declaram ter mais orgulho do que vergonha do país

Sentimento nacional: 78% dos brasileiros declaram ter mais orgulho do que vergonha do país

Política

O retrato do sentimento nacional em ano eleitoral

O sentimento de pertencimento e a percepção sobre o momento atual do país revelam um cenário de contrastes na sociedade brasileira. Segundo pesquisa do Datafolha divulgada nesta sexta-feira (18), a grande maioria da população, composta por 78% dos entrevistados, afirma sentir mais orgulho do que vergonha de ser brasileira. Em contrapartida, 20% dos consultados admitem carregar mais vergonha do que orgulho, enquanto uma pequena parcela de 2% não soube opinar.

O levantamento, realizado entre os dias 15 e 17 de setembro de 2026, ouviu 2.001 pessoas em 125 municípios brasileiros. Com uma margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o estudo foi encomendado pela Folha e pela TV Globo, estando devidamente registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-04029/2026.

A dualidade entre esperança e insegurança

Para além da identidade nacional, o instituto buscou entender as emoções dos cidadãos ao refletirem sobre o Brasil contemporâneo. O questionário apresentou pares de sentimentos opostos, revelando que, embora o orgulho prevaleça, a insegurança e o desânimo ainda ocupam um espaço significativo no cotidiano da população.

Quando questionados sobre o futuro, 53% dos brasileiros declararam sentir medo, superando os 45% que afirmaram ter confiança. O cenário de insegurança é ainda mais acentuado quando o tema é a percepção geral sobre o país: 64% dos entrevistados afirmaram se sentir inseguros, contra 34% que se sentem seguros. Além disso, 53% dos participantes da pesquisa relataram estar mais desanimados do que animados, e 51% disseram se sentir tristes.

Apesar desses indicadores, o otimismo ainda demonstra resiliência. Quando confrontados diretamente com a balança entre medo e esperança, 55% dos brasileiros afirmaram ter mais esperança do que medo, enquanto 44% se posicionaram no sentido oposto.

Segmentação do otimismo e o impacto das eleições

Ao cruzar as respostas dos seis itens avaliados, o Datafolha classificou os entrevistados em três grupos distintos: otimistas, pessimistas e hesitantes. O resultado aponta que 43% da população se enquadra no grupo dos otimistas, enquanto 37% são classificados como pessimistas e 20% como hesitantes.

Este quadro apresenta uma mudança em relação à medição anterior, realizada em março de 2026. Naquele período, o otimismo era menor, atingindo 35%, enquanto o pessimismo alcançava 47%. Essa oscilação ocorre em um momento decisivo, a menos de três semanas do primeiro turno das eleições de 2026.

O clima de incerteza política é acentuado pelo cenário de disputa presidencial, que mostra um empate técnico entre os principais candidatos, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Com ambos apresentando um índice de rejeição de 47%, o eleitorado vive um período de alta expectativa e tensão, fatores que, historicamente, influenciam diretamente a forma como a população projeta seus sentimentos em relação ao futuro da nação.

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Fonte: redir.folha.com.br