Celulose consolida liderança nas exportações industriais de Mato Grosso do Sul

Celulose consolida liderança nas exportações industriais de Mato Grosso do Sul

Agro

A indústria de celulose reafirmou seu papel como o principal motor das exportações de Mato Grosso do Sul. Entre janeiro e agosto de 2026, o setor movimentou US$ 2,15 bilhões, um desempenho que coloca o segmento no topo da pauta industrial do estado. O montante representa 40% de toda a receita obtida com produtos industrializados no período, consolidando uma trajetória de crescimento que transforma a economia regional.

Os dados, compilados pelo Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (Fiems) a partir do sistema Comex Stat, revelam que o estado atingiu um marco histórico. As exportações industriais totais somaram US$ 5,39 bilhões nos oito primeiros meses do ano, superando em 5% o resultado registrado no mesmo intervalo de 2025.

Estratégia e força produtiva no leste do estado

O sucesso do setor está intrinsecamente ligado à infraestrutura instalada no leste sul-mato-grossense. Municípios como Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo tornaram-se polos estratégicos, abrigando grandes unidades produtoras de empresas como a Suzano e a Eldorado. A concentração industrial nessas cidades não apenas impulsiona as vendas externas, mas também demanda investimentos contínuos em logística e serviços especializados.

Dentro da categoria de celulose e papel, as pastas químicas de madeira dominaram as transações, respondendo por 99,4% do valor exportado. Esse nível de especialização demonstra a maturidade da cadeia produtiva local, que integra desde o cultivo de florestas plantadas até o processamento industrial de alta tecnologia, voltado para atender mercados globais exigentes.

Diversificação e o papel do setor frigorífico

Embora a celulose lidere o ranking, a balança comercial industrial de Mato Grosso do Sul apresenta uma diversificação relevante. O complexo frigorífico, tradicional pilar da economia estadual, manteve uma performance robusta com US$ 1,89 bilhão em exportações, o que equivale a 35% da receita industrial total. Somados, celulose e frigoríficos respondem por 75% de tudo o que o estado exporta em termos de produtos industrializados.

Outros setores também contribuíram para o recorde do período, como os óleos vegetais, que somaram US$ 580,5 milhões, o setor sucroenergético, com US$ 272,4 milhões, e a indústria extrativa mineral, que atingiu US$ 159,4 milhões. A predominância de produtos processados e semiprocessados, que representaram 66% das exportações totais entre janeiro e agosto, indica que o estado tem avançado na agregação de valor à sua produção primária.

Crescimento contínuo e perspectivas futuras

O dinamismo do setor industrial sul-mato-grossense também foi evidenciado nos números isolados de agosto de 2026, quando o estado exportou US$ 704,4 milhões em produtos industriais. O valor representa um crescimento de 3% em comparação ao mesmo mês do ano anterior, estabelecendo um novo recorde para o período na série histórica.

Para o leitor que acompanha a economia regional, esses números refletem mais do que estatísticas; eles traduzem o impacto direto na infraestrutura, na geração de empregos e na atração de novos investimentos para o estado. O fortalecimento da integração entre a agropecuária e a indústria de transformação segue como o principal vetor de desenvolvimento para Mato Grosso do Sul.

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Fonte: portaldoagronegocio.com.br