Trump ameaça uso de força militar na América Latina em discurso na ONU

Trump ameaça uso de força militar na América Latina em discurso na ONU

Mundo

Em um discurso contundente na Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar o uso de força militar em países da América Latina e Caribe. A declaração ocorreu em um pronunciamento de quase 40 minutos, onde Trump destacou a disposição dos EUA em proteger seus interesses na região.

Discurso na ONU e a questão venezuelana

Durante sua fala, Trump mencionou a situação na Venezuela como um exemplo de ação direta dos EUA. Ele celebrou um acordo petroleiro com a presidente interina Delcy Rodríguez, que concede a uma empresa ligada ao Pentágono o controle de 21% do petróleo venezuelano. Trump descreveu a intervenção como “uma guerra” e “o maior negócio já realizado”, reforçando a política externa agressiva de sua administração.

Ameaças a Cuba e comparações com o ISIS

Além da Venezuela, Trump também fez ameaças a Cuba, o que levou a delegação cubana a se retirar do plenário em protesto. Ele comparou os cartéis de drogas da América Latina a grupos terroristas como o ISIS, justificando possíveis ações militares sob essa ótica. Essa retórica tem sido criticada por analistas, que alertam para o uso dessas comparações como pretexto para interferências políticas na região.

Repercussão e resposta de líderes latino-americanos

O discurso de Trump gerou reações imediatas. O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, que discursou antes de Trump, destacou a pressão sofrida pela América Latina devido à proximidade com uma potência militar como os EUA. Lula criticou a ingerência externa em processos eleitorais e as investidas neocoloniais, citando interferências recentes na Venezuela, Haiti e Cuba.

Posicionamento do México

O presidente dos EUA também mencionou o México, afirmando que o país é o “epicentro da violência dos cartéis”. Ele instou o governo mexicano a retomar o controle de seu território. A presidenta mexicana, Claudia Sheinbaum, tem criticado a ingerência dos EUA, defendendo que a luta contra os cartéis não deve ser usada como desculpa para intervenções externas.

Implicações para a política externa dos EUA

As declarações de Trump na ONU refletem uma política externa assertiva e controversa, que pode ter implicações significativas para as relações dos EUA com a América Latina. A insistência em usar a força militar como ferramenta de política externa levanta preocupações sobre a estabilidade e a soberania dos países latino-americanos.

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Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br