A Barragem Arroio São Luiz, localizada em São Marcos, na Serra gaúcha, apresenta um cenário de maior estabilidade nesta sexta-feira (25). De acordo com informações oficiais da Corsan, a estrutura não corre risco iminente de rompimento nas condições atuais. A expectativa da companhia é que o reservatório saia da situação de emergência nas próximas horas, uma vez que as avaliações técnicas mais recentes não apontaram movimentações anômalas na barragem.
O alívio na pressão sobre a estrutura é resultado direto da queda no nível da água. Às 8h desta sexta-feira, o reservatório registrava 3,66 metros, uma redução significativa em comparação aos 4,65 metros observados no domingo (20), quando o município enfrentou um volume crítico de 174 milímetros de chuva. Esse recuo de quase um metro foi determinante para que as equipes técnicas pudessem avançar com as medidas de reparo e manutenção.
Ações de contenção e reparos subaquáticos
Com a estabilização do nível, as operações de engenharia entraram em uma nova fase. Mergulhadores especializados iniciaram nesta sexta-feira o preenchimento de fissuras identificadas na estrutura com material isolante. Esta etapa é fundamental para garantir a integridade da parede da barragem e prevenir infiltrações que poderiam comprometer a segurança a longo prazo.
Paralelamente, o trabalho de drenagem permanece intenso. Seis equipamentos de grande porte operam continuamente, realizando a retirada de cerca de 3,2 milhões de litros de água por hora, que são direcionados de forma controlada ao Rio Jaguari. O reforço logístico conta ainda com equipamentos enviados pelo DMAE (Departamento Municipal de Água e Esgotos), que chegaram ao local na noite de quinta-feira (24) para compor a reserva estratégica de resposta.
Monitoramento contínuo e cautela
Apesar do otimismo técnico, a Corsan mantém o estado de vigilância. A companhia reforçou que as bombas de drenagem continuarão em funcionamento e que o nível de alerta permanece ativo, especialmente devido à previsão meteorológica de novas precipitações na região. A segurança da população segue sendo a prioridade, embora a atualização desta sexta-feira ainda não tenha confirmado a liberação para o retorno das famílias que foram evacuadas preventivamente.
O episódio teve início após a identificação de trincas na estrutura, o que levou ao acionamento imediato do Plano de Ação de Emergência. Na quinta-feira (24), cerca de 150 pessoas permaneciam fora de suas residências em áreas de risco, e a Escola Antônio Pessini teve suas atividades letivas suspensas como medida de precaução. Inspeções subaquáticas anteriores haviam detectado indícios de uma fissura de maiores proporções e uma possível deformação na parede da barragem, cenários que exigiram uma resposta coordenada entre Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Brigada Militar e órgãos municipais.
O ConexRS segue acompanhando de perto o desenrolar desta situação em São Marcos e os desdobramentos sobre a segurança das estruturas hídricas no Rio Grande do Sul. Continue conosco para se manter informado com apurações precisas e o contexto necessário para entender os fatos que impactam o nosso estado.
Fonte: agorars.com
