Mercados europeus buscam equilíbrio em pregão volátil
As bolsas de valores da Europa iniciaram a sessão desta segunda-feira (28) sem uma tendência definida, refletindo um cenário de incertezas geopolíticas e estímulos setoriais específicos. Por volta das 6h25 (horário de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 registrava uma leve alta de 0,16%, atingindo 639,66 pontos. O comportamento dos investidores está sendo ditado por dois movimentos distintos: o otimismo no mercado imobiliário britânico e a pressão inflacionária gerada pela valorização da commodity energética.
Rali das construtoras no Reino Unido
O grande destaque positivo do dia vem de Londres, onde o setor de construção residencial vive um momento de euforia. Empresas como MJ Gleeson, Persimmon, Taylor Wimpey e Bellway registraram valorizações expressivas, variando entre 13% e 15%. Esse movimento foi desencadeado pelo anúncio de um novo programa governamental de empréstimos com participação no imóvel, focado em facilitar o acesso à casa própria para compradores de primeira viagem na Inglaterra.
Impacto do petróleo e tensões geopolíticas
Enquanto o setor imobiliário celebra, o apetite por risco no continente europeu é freado pela disparada dos preços do petróleo. A commodity saltou mais de 3% após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitar uma proposta de acordo de paz apresentada pelo Irã, reacendendo temores sobre a oferta global. Consequentemente, o setor europeu de petróleo e gás avançava 0,90%, enquanto o segmento de mineração operava em baixa de 2,1%, pressionado pela valorização do dólar, que encarece os metais para investidores estrangeiros.
Desempenho regional e corporativo
A divisão nos mercados europeus ficou evidente no fechamento parcial das praças. Às 6h40, a Bolsa de Londres subia 0,19% e Paris avançava 0,06%. Em contrapartida, Frankfurt recuava 0,08%, enquanto Milão e Madri apresentavam quedas de 0,05% e 0,25%, respectivamente. Lisboa mantinha estabilidade com alta de 0,06%.
No campo corporativo, a atenção em Milão se voltou para a Telecom Italia, cujas ações caíram 1,5%. O movimento ocorre após a Poste Italiane angariar suporte necessário para avançar na tentativa de assumir o controle total da operadora de telecomunicações, um processo que segue sendo monitorado de perto pelo mercado.
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Fonte: canalrural.com.br
