Corinthians, Palmeiras e São Paulo adotam cautela após proibição de apostas esportivas

Corinthians, Palmeiras e São Paulo adotam cautela após proibição de apostas esportivas

Esporte

Corinthians, Palmeiras e São Paulo estão em um momento de cautela após a publicação da Medida Provisória que proíbe as apostas esportivas no Brasil. A medida, que entrou em vigor na última sexta-feira (25), ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional em até 120 dias para se tornar uma lei definitiva. Enquanto isso, os clubes, que possuem contratos milionários com empresas do setor, optaram por aguardar o desenrolar das discussões no Legislativo antes de tomar decisões definitivas.

Impacto financeiro e contratos em jogo

Os contratos com as casas de apostas representam uma fonte significativa de receita para os clubes brasileiros. Em 2025, por exemplo, as empresas de apostas injetaram cerca de R$ 1,03 bilhão em patrocínios aos clubes da Série A, representando aproximadamente um terço das receitas totais de patrocínio. O Corinthians, por exemplo, tem um acordo com a Esportes da Sorte que prevê R$ 150 milhões anuais, podendo chegar a R$ 200 milhões com o cumprimento de metas. O contrato é válido até 2029, mas pode ser suspenso caso as apostas sejam proibidas.

Estratégias dos clubes diante da MP

O Corinthians, assim como Palmeiras e São Paulo, decidiu esperar antes de tomar qualquer decisão. A prioridade é acompanhar a análise da MP pelo Congresso. No caso do Corinthians, a Esportes da Sorte ainda não comunicou oficialmente a suspensão do patrocínio, mas o clube está atento aos próximos passos. Da mesma forma, o Palmeiras mantém seu contrato com a Sportingbet, que prevê R$ 100 milhões fixos por temporada, e aguarda o desenrolar das discussões legislativas.

Possíveis desdobramentos e soluções

Internamente, os clubes acreditam que a proibição pode ser alterada ou até mesmo deixar de valer durante a análise no Congresso. Essa incerteza faz com que Corinthians, Palmeiras e São Paulo evitem decisões precipitadas. Há uma expectativa de que uma solução conjunta entre clubes e empresas possa ser mais eficaz do que ações isoladas, embora os contratos tenham regras diferentes, o que dificulta uma solução única.

O futuro das parcerias e o papel do Congresso

A decisão do Congresso será crucial para definir o futuro das parcerias entre clubes e empresas de apostas. Caso a MP seja rejeitada ou modificada, os clubes poderão manter seus contratos sem alterações significativas. No entanto, se a proibição for mantida, os clubes terão que buscar novas fontes de receita para compensar a perda dos patrocínios. Até lá, a orientação é manter o diálogo aberto com as empresas e acompanhar de perto as discussões no Legislativo.

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Fonte: noticiasaominuto.com.br