Lei 9.466 de 2026 torna o Reino de Iansã e Jurema patrimônio cultural imaterial de Rio Grande

Lei 9.466 de 2026 torna o Reino de Iansã e Jurema patrimônio cultural imaterial de Rio Grande

Rio Grande do Sul

A trajetória do Centro Espírita de Umbanda Reino de Iansã e Jurema, uma instituição com décadas de atuação em Rio Grande, alcançou um novo patamar de reconhecimento institucional. Por meio da Lei nº 9.466, sancionada em 31 de agosto de 2026, a casa religiosa foi oficialmente integrada ao patrimônio cultural imaterial do município. A medida consolida a importância da instituição não apenas como um espaço de fé, mas como um pilar de preservação da memória e da diversidade cultural local.

Um marco para a preservação da identidade religiosa

Fundado em 8 de julho de 1959, o centro atravessou gerações mantendo vivas as tradições da umbanda na região sul do estado. O reconhecimento como patrimônio imaterial, formalizado pela prefeita Darlene Torrada Pereira após tramitação e aprovação na Câmara Municipal, garante que as práticas, ritos e o papel social desempenhado pela casa sejam protegidos pela legislação municipal. A decisão reflete um movimento crescente de valorização das religiões de matriz africana e afro-brasileira como elementos constitutivos da identidade rio-grandina.

O conceito de patrimônio imaterial, conforme estabelecido pelo Iphan, abrange as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas que comunidades reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural. Ao conferir esse status ao Reino de Iansã e Jurema, o poder público municipal reconhece que o valor da instituição transcende o espaço físico, residindo na continuidade de um saber ancestral que molda a vida de seus frequentadores e da comunidade do entorno.

O impacto da legislação na valorização comunitária

A oficialização da lei traz um peso simbólico significativo para os praticantes. Com o lema “Nossa história, agora também é lei”, a comunidade celebra a conquista como uma forma de salvaguardar suas tradições contra o apagamento histórico. A legislação determina que o Poder Executivo realize os registros necessários nos livros apropriados, assegurando que o nome e a história do centro sejam perpetuados nos arquivos oficiais do município.

Para além do registro documental, a medida abre precedentes para que outras instituições de relevância cultural busquem o mesmo reconhecimento. A valorização de espaços como o Reino de Iansã e Jurema fortalece o tecido social de Rio Grande, promovendo o diálogo entre diferentes crenças e reforçando o respeito à liberdade religiosa e à pluralidade cultural que define a cidade.

Compromisso com a informação e a memória local

O reconhecimento oficial do Reino de Iansã e Jurema é um lembrete da importância de documentar e celebrar as raízes que sustentam a sociedade. O ConexRS segue acompanhando de perto os desdobramentos sobre a preservação do patrimônio histórico e cultural em todo o Rio Grande do Sul. Nosso compromisso é levar até você uma cobertura jornalística atenta, que valoriza as histórias que constroem a nossa identidade. Continue acompanhando nosso portal para mais notícias relevantes, análises aprofundadas e um olhar atento sobre o que acontece na sua região.

Fonte: agoranewsrg.com.br