Flávio Bolsonaro sinaliza prioridade diplomática em Israel caso chegue à Presidência

Flávio Bolsonaro sinaliza prioridade diplomática em Israel caso chegue à Presidência

Política

Compromisso com a comunidade judaica

O senador Flávio Bolsonaro (PL) reafirmou sua disposição em estreitar laços com o Estado de Israel, sinalizando que, caso venha a ocupar a Presidência da República, uma de suas primeiras medidas diplomáticas será realizar uma visita oficial ao país. A promessa foi feita durante uma reunião fechada com representantes da Confederação Israelita do Brasil (Conib), realizada na noite desta terça-feira (29), em um apartamento no bairro de Higienópolis, em São Paulo.

A sinalização de Flávio Bolsonaro busca retomar uma agenda que marcou o início da gestão de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em 2019, apenas três meses após assumir o cargo, o então presidente realizou uma viagem oficial ao território israelense, gesto que consolidou uma aproximação política e ideológica entre o governo brasileiro da época e a administração do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu.

Diálogo com candidatos e o cenário eleitoral

O encontro com a Conib integra uma série de rodadas de conversas que a entidade tem promovido com os principais nomes que se colocam como pré-candidatos à Presidência. O objetivo da confederação é ouvir as propostas e as visões de mundo dos postulantes ao Palácio do Planalto, em um momento em que a política externa brasileira é observada com atenção por diferentes setores da sociedade.

Além de Flávio Bolsonaro, a entidade já recebeu outros nomes do espectro político nacional, como Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante). A presença de diferentes lideranças nessas reuniões demonstra a busca da comunidade judaica por um canal de diálogo aberto com os possíveis sucessores do atual governo.

Tensões e alinhamentos diplomáticos

A relação entre o atual governo, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e a comunidade judaica tem sido marcada por episódios de conflito e divergências públicas, especialmente em relação à condução da política externa no Oriente Médio. Até o momento, o petista, embora convidado, não compareceu aos encontros promovidos pela Conib.

Para a direita brasileira, a identificação com Israel transcende a diplomacia tradicional e é vista como um pilar de valores compartilhados. O alinhamento com o governo de Netanyahu é frequentemente utilizado por essa ala política como um símbolo de resistência e parceria estratégica, reforçando a importância que o tema ganha no debate eleitoral. A possível visita de Flávio Bolsonaro, caso eleito, seria uma tentativa de restaurar e fortalecer esse eixo de cooperação, mantendo a coerência com a trajetória política iniciada por seu pai.

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Fonte: redir.folha.com.br