PIX por aproximação tem teto de valor removido pelo Banco Central

PIX por aproximação tem teto de valor removido pelo Banco Central

Economia

O sistema de pagamentos instantâneos brasileiro passou por uma atualização relevante nesta quinta-feira (1). O Banco Central (BC) oficializou o fim do teto fixo de R$ 500 para transações realizadas via Pix por aproximação. A medida, estabelecida pela Instrução Normativa BCB nº 746, visa conferir maior autonomia aos usuários e flexibilidade às instituições financeiras na gestão de limites de segurança.

A mudança não significa que não existam mais restrições. Na prática, o valor máximo permitido para cada operação passa a ser definido conforme as configurações de segurança individuais de cada conta e as políticas de risco de cada banco. A alteração abrange não apenas a aproximação via tecnologia NFC, mas também operações iniciadas por QR Code, chaves de acesso e a jornada sem redirecionamento (JSR) do Open Finance.

Flexibilidade e gestão de limites no aplicativo

Com a nova diretriz, a responsabilidade pelo controle dos valores transacionados torna-se mais personalizada. Os clientes agora possuem a prerrogativa de solicitar, diretamente pelos aplicativos bancários, o aumento ou a redução dos limites para pagamentos por aproximação, adequando o uso da ferramenta ao seu perfil financeiro e cotidiano.

As instituições financeiras foram orientadas a disponibilizar ferramentas claras de gerenciamento dentro de seus ambientes digitais. Para ajustar o limite, o usuário deve navegar até a área de configurações do Pix no app, localizar a seção específica de pagamentos por aproximação e realizar a solicitação, que estará sujeita aos protocolos de autenticação e análise de risco da própria instituição.

Tecnologia e segurança nas transações

O Pix por aproximação, que utiliza a tecnologia NFC para a troca de dados entre o smartphone e o terminal de pagamento, tem se consolidado como uma alternativa ágil ao cartão físico. Para utilizar o recurso, o usuário precisa vincular sua conta bancária a uma carteira digital compatível, processo que exige autorização prévia e autenticação biométrica ou por senha no aplicativo do banco.

Apesar da facilidade, o aumento potencial nos valores transacionados exige uma postura mais vigilante por parte dos consumidores. Especialistas em segurança digital reforçam que, embora a tecnologia seja segura, a conveniência de não precisar abrir o aplicativo bancário para cada transação requer atenção redobrada aos valores exibidos nas maquininhas antes da confirmação final.

Orientações para evitar fraudes

A flexibilização das regras não altera o compromisso com a segurança. É fundamental que o usuário mantenha o bloqueio de tela do dispositivo ativo e utilize mecanismos de autenticação robustos, como biometria facial ou digital. Além disso, a conferência do valor e do nome do estabelecimento no visor do celular ou da máquina é uma prática indispensável para evitar cobranças indevidas.

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Fonte: seudinheiro.com