Os temporais que atingem o Rio Grande do Sul desde o dia 1º de outubro continuam a gerar impactos significativos em diversas regiões do estado. De acordo com o boletim mais recente emitido pelo Centro de Monitoramento da Defesa Civil, o número de pessoas afetadas pelas instabilidades climáticas já alcança a marca de 13.372. O cenário de alerta mobiliza equipes de resposta em 37 municípios, onde foram registradas 38 ocorrências distintas envolvendo danos humanos e materiais.
Embora o levantamento atual não aponte registros de mortes ou desaparecidos, a situação exige atenção redobrada das autoridades. Até o momento, o balanço oficial contabiliza 80 pessoas desalojadas e centenas de residências com avarias. O impacto na infraestrutura pública também é notável, com danos reportados em prédios administrativos, unidades de saúde e estabelecimentos de ensino, evidenciando a abrangência dos estragos causados pelo granizo e pelos vendavais que assolaram o território gaúcho.
Municípios enfrentam os maiores danos
O município de Júlio de Castilhos concentra o maior volume de afetados, com 9.060 pessoas impactadas diretamente pela queda de granizo. Além dos danos humanos, a cidade relata 15 casas destelhadas e a obstrução de vias locais, o que dificulta a logística de assistência. Situações semelhantes ocorrem em Santiago e Estação, onde o granizo e os ventos fortes causaram prejuízos severos a centenas de moradias e comprometeram o funcionamento de serviços essenciais, como postos de saúde e escolas.
Em Getúlio Vargas, o registro é de 320 pessoas afetadas e 80 casas danificadas. Já em Paulo Bento, a força dos vendavais resultou em 20 residências destelhadas e dez quedas de árvores, cenário que se repete em diversas localidades do interior do estado. A Defesa Civil segue trabalhando na validação desses dados, que possuem caráter preliminar e podem sofrer alterações à medida que as equipes de campo finalizam as vistorias nas áreas mais atingidas.
Monitoramento dos níveis dos rios
Além dos danos causados pelo vento e pelo granizo, a preocupação das autoridades se volta para o monitoramento hidrológico. Quatro rios permanecem acima da cota de inundação no estado: o rio Uruguai (a partir de São Borja), o Ibirapuitã (em Alegrete), o Ibicuí (em Manoel Viana) e o Jacuí (a partir de Dona Francisca). A previsão é que esses cursos d’água mantenham níveis elevados pelo menos até o fim da terça-feira (6).
Apesar da redução nos acumulados de chuva nas últimas 24 horas, o solo encharcado e a dinâmica das bacias hidrográficas mantêm o estado de alerta. Bacias como as do Taquari, Caí, Sinos, Gravataí e Santa Maria apresentam respostas rápidas às precipitações, oscilando entre os limiares de atenção e alerta. O acompanhamento em tempo real pode ser verificado diretamente no site da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, que orienta a população a evitar áreas de risco.
O ConexRS permanece acompanhando o desdobramento das condições climáticas e o trabalho de recuperação nos municípios atingidos. Continue conectado ao nosso portal para receber atualizações precisas, análises contextuais e informações de serviço essenciais para o seu dia a dia. Nosso compromisso é levar até você um jornalismo sério, ágil e comprometido com a realidade gaúcha.
Fonte: agorars.com

