Genética bovina em destaque no mercado catarinense
O mercado de genética bovina em Santa Catarina apresenta números que refletem a valorização da pecuária de corte no estado. Segundo o oitavo levantamento realizado pelo Grupo de Melhoramento Genético (GMG) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), a raça Ultrablack consolidou-se como a de maior valor médio de comercialização entre os reprodutores avaliados. Com base em cinco eventos monitorados, o preço médio por animal atingiu R$ 22.176,00.
O estudo, que conta com o apoio estratégico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), serve como um termômetro essencial para produtores e investidores do setor. Ao acompanhar leilões em diversas regiões catarinenses, a pesquisa oferece uma base de dados robusta para entender o comportamento de preços e a demanda por linhagens específicas durante a temporada de comercialização.
Desempenho das raças e variação de mercado
Além da liderança da Ultrablack, o levantamento detalha o desempenho de outras sete raças, evidenciando a diversidade do rebanho catarinense. A raça Braford ocupou a segunda posição, com uma média de R$ 19.418,25 em nove leilões, apresentando o menor coeficiente de variação do estudo, o que indica maior estabilidade nos preços praticados. Em terceiro lugar, a raça Angus registrou média de R$ 18.842,27, embora com uma oscilação de preços mais acentuada, atingindo um coeficiente de variação de 22,30%.
O volume de oferta também varia significativamente entre as raças. A Brangus, por exemplo, concentrou o maior número de eventos acompanhados, com 13 leilões realizados, resultando em um preço médio de R$ 18.773,42. Outras raças tradicionais também compuseram o cenário, com a Charolês alcançando R$ 17.972,21, a Nelore com R$ 17.903,33, a Hereford com R$ 16.724,76 e a Devon com R$ 15.387,50.
Importância do monitoramento para a pecuária
A análise técnica realizada pela Udesc é fundamental para que o produtor rural possa tomar decisões mais assertivas na compra de reprodutores. Como a quantidade de leilões monitorados difere entre as raças, os pesquisadores ressaltam que as médias devem ser interpretadas dentro do recorte específico de cada grupo, servindo como uma referência de mercado e não como um valor absoluto para todas as transações.
Para quem deseja acompanhar os desdobramentos deste setor, o Sistema Faesc/Senar continua sendo o canal oficial para a divulgação das próximas etapas do levantamento. A transparência nos dados de comercialização fortalece a cadeia produtiva, permitindo que o setor de bovinos de corte em Santa Catarina mantenha sua competitividade e foco no melhoramento genético contínuo.
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Fonte: portaldoagronegocio.com.br

