O futebol mundial testemunhou, nesta terça-feira (6), o capítulo final de uma das trajetórias mais vitoriosas da história do esporte. Lionel Messi, aos 39 anos, vestiu a camisa da seleção argentina pela última vez em uma noite marcada por lágrimas, homenagens e um desempenho que resumiu sua genialidade. Diante de 85 mil torcedores no Estádio Monumental, em Buenos Aires, o craque comandou a vitória por 3 a 0 sobre Benim, consolidando seu legado antes de oficializar sua aposentadoria da equipe nacional.
O último ato de um ídolo no Monumental
A despedida de Messi foi construída com a precisão que sempre definiu seu jogo. O camisa 10 participou ativamente dos três gols da partida, servindo Otamendi e Nico Paz com assistências precisas e convertendo um pênalti que elevou sua marca pessoal para 126 gols com a camisa albiceleste. Com 208 partidas disputadas, o jogador deixa a seleção como o maior artilheiro e recordista de assistências da história do país, números que refletem duas décadas de dedicação ininterrupta.
Após o apito final, o clima de celebração deu lugar a um momento de profunda introspecção. Cercado por familiares e companheiros de equipe, Messi discursou para a multidão, expressando a dificuldade de encerrar um ciclo que, segundo ele, foi o maior orgulho de sua carreira. “Deixar de vir aqui vai ser uma grande dor. Juro a vocês que gostaria de continuar vindo para o resto da vida”, afirmou o jogador, visivelmente emocionado.
Legado e reflexões sobre a carreira
A trajetória de Messi pela Argentina é pontuada por conquistas que redefiniram o patamar do futebol nacional, incluindo a Copa do Mundo, duas Copas América e a Finalíssima. O craque relembrou os desafios enfrentados, especialmente a recente Copa do Mundo de 2026, onde a Argentina terminou como vice-campeã. Em um trecho tocante de sua fala, ele mencionou o pai, Jorge Messi, falecido pouco após o torneio, destacando o peso emocional que a competição trouxe para sua vida pessoal.
O atleta também fez questão de dividir o protagonismo com seus companheiros, ressaltando o esforço coletivo que permitiu a realização de seu sonho de infância. “Tinha guerreiros ao meu lado que eu sabia que davam tudo”, declarou. O discurso serviu não apenas como um adeus, mas como um chamado à unidade, pedindo que os torcedores continuem apoiando a seleção, independentemente das mudanças que virão com a renovação do elenco.
Impacto cultural e futuro da Albiceleste
A saída de Messi encerra uma Data Fifa impecável para a equipe comandada por Lionel Scaloni, que também somou vitórias expressivas contra Bolívia e Burkina Faso. Mais do que os resultados, a noite no Monumental simbolizou a transição de uma era. O craque deixou um alerta importante aos torcedores: a necessidade de proteger a seleção contra críticas externas e manter a união que, segundo ele, foi o segredo para superar as adversidades ao longo dos anos.
Ao encerrar sua fala, Messi reafirmou seu amor pelo país e sua gratidão pelo carinho recebido em cada canto da Argentina. A imagem do camisa 10 deixando o gramado, sob o reconhecimento de uma nação inteira, marca o início de uma nova fase para o futebol argentino. O ConexRS continuará acompanhando os desdobramentos desta despedida histórica e os próximos passos do esporte nacional, mantendo você informado com a credibilidade e a profundidade que o nosso leitor merece.
Fonte: noticiasaominuto.com.br

