Ricardo Nunes articula sucessão municipal e coloca Sidney Cruz como nome forte para 2028

Ricardo Nunes articula sucessão municipal e coloca Sidney Cruz como nome forte para 2028

Política

O cenário político em São Paulo já começa a desenhar os contornos para o próximo ciclo eleitoral. O prefeito Ricardo Nunes (MDB) tem sinalizado a aliados que a recente vitória do ex-secretário municipal de Habitação, Sidney Cruz (MDB), na disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados, consolidou o parlamentar como um dos nomes mais robustos para encabeçar a sucessão municipal em 2028.

A ascensão eleitoral de Sidney Cruz

A estratégia de Nunes ganha corpo após o desempenho expressivo de Cruz nas urnas. No dia 4 de outubro, o ex-secretário alcançou a marca de 130.951 votos, posicionando-se como o segundo candidato mais votado do MDB para a Câmara Federal, ficando atrás apenas do presidente nacional da legenda, Baleia Rossi. Esse resultado é visto pelo núcleo duro do prefeito como uma demonstração de força e capacidade de mobilização popular.

A trajetória de Cruz não é recente. O político construiu uma base eleitoral sólida ao longo de campanhas anteriores para a Câmara Municipal, em 2020 e 2024. A transição da pasta de Habitação para o Legislativo federal foi interpretada como um movimento estratégico para ampliar sua visibilidade e testar sua viabilidade política em uma escala maior, algo que, segundo a avaliação do prefeito, foi superado com sucesso.

O xadrez político e outros nomes no páreo

Embora Sidney Cruz surja com protagonismo, o tabuleiro de Ricardo Nunes conta com outros nomes que orbitam a administração municipal. Entre os cotados, destacam-se Fabrício Cobra, secretário de Subprefeituras, e Pedro Fernandes, que está à frente da SP Urbanismo. Diferente de Cruz, contudo, ambos ainda não passaram pelo crivo das urnas, o que mantém o deputado eleito em uma posição de vantagem comparativa no atual momento da articulação.

O processo de sucessão também passou por consultas internas. O secretário de Governo, Edson Aparecido, chegou a ser sondado pelo prefeito para uma eventual candidatura, mas declinou da possibilidade, não demonstrando interesse em concorrer ao comando da prefeitura. A dinâmica reforça a necessidade de Nunes de encontrar um nome que não apenas possua alinhamento político, mas que também apresente viabilidade eleitoral comprovada.

Contexto e alianças estratégicas

A coesão do grupo político de Nunes também foi reforçada por movimentos durante a campanha. Sidney Cruz realizou dobradinhas estratégicas com Regina Nunes, esposa do prefeito, que também saiu vitoriosa ao conquistar uma cadeira como deputada estadual. Esse alinhamento reforça a confiança mútua entre o prefeito e o deputado, criando um eixo de sustentação política que deve pautar as movimentações do MDB na capital paulista nos próximos anos.

A movimentação antecipada reflete a preocupação do atual governo em manter o controle da máquina e a continuidade de seu projeto político. Com o pleito de 2028 ainda distante, o fortalecimento de nomes como o de Cruz serve como um termômetro para a coesão da base aliada e para a viabilidade de um projeto que pretende dar sequência ao legado da atual gestão.

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Fonte: redir.folha.com.br