Defesa de auxiliar e críticas à imprensa
Após o empate por 1 a 1 no clássico Gre-Nal, realizado neste domingo (11), em Porto Alegre, o técnico do Grêmio, Renato Gaúcho, utilizou a entrevista coletiva para abordar um tema sensível que envolve sua comissão técnica. O treinador saiu em defesa de Alexandre Mendes, seu auxiliar, que foi preso na última semana sob suspeita de descumprimento de medida protetiva relacionada a um inquérito de violência doméstica.
Renato criticou duramente a postura de parte da imprensa, alegando que houve um julgamento antecipado antes da conclusão das investigações. “Vivemos em um país em que acontece o seguinte: primeiro, atira-se e, depois, perguntam se é inocente ou culpado. Houve jornalistas que massacraram o Alexandre Mendes”, afirmou o treinador. Ele reforçou que, embora seja contrário a qualquer tipo de agressão contra mulheres, mantém a confiança na inocência do profissional.
Posicionamento político e repercussão
Durante o desabafo, o técnico do Grêmio também trouxe à tona seu alinhamento ideológico. Ao questionar a cobertura midiática sobre o caso, Renato Gaúcho declarou abertamente: “Eu não deveria dizer isso, mas é por isso que sou Bolsonaro“. A fala ocorreu em um momento de acirramento político no país, marcando um posicionamento público que gerou repercussão imediata entre os presentes na sala de imprensa e nas redes sociais.
Após encerrar suas considerações, o treinador de 64 anos deixou o local sob aplausos de parte dos jornalistas. A declaração coloca o comandante gremista no centro de um debate que mistura o cotidiano do futebol profissional com as tensões políticas e sociais que permeiam o Brasil atual.
Contexto das investigações
O caso envolvendo Alexandre Mendes ganhou notoriedade em setembro de 2024, quando a ex-companheira do auxiliar divulgou áudios e imagens que apontavam supostas agressões. Na época, a Polícia Civil de Porto Alegre abriu um inquérito, que foi concluído sem indiciamento, sob a justificativa de que não houve comprovação da autoria das agressões por parte do treinador, que alegou estar em viagem no período.
Posteriormente, o Ministério Público denunciou Mendes por violência psicológica. O processo aponta episódios graves, incluindo a acusação de que ele teria mantido a mulher trancada em um apartamento no Rio de Janeiro e administrado medicamentos para drogá-la. Atualmente, o caso segue sob análise judicial, com a vigência de uma medida protetiva que impede a aproximação do acusado com a suposta vítima.
A prisão de Alexandre Mendes na última quinta-feira (8), no Aeroporto Salgado Filho, ocorreu justamente por um suposto descumprimento dessa medida. Contudo, a detenção durou cerca de 24 horas, sendo revogada pela Justiça na sequência. É importante ressaltar que a liberdade concedida não encerra o processo, que continua em fase de apuração pelas autoridades competentes. Para acompanhar o desenrolar deste e de outros temas relevantes do cenário esportivo e nacional, continue conectado ao ConexRS, seu portal de informação com credibilidade e compromisso com a notícia.
Fonte: noticiasaominuto.com.br

