Impacto estrutural e desalojamento de moradores
Quinze pessoas seguem fora de suas residências nesta terça-feira (13) após um incêndio de grandes proporções atingir o centro de Encantado, no Vale do Taquari. O sinistro, que teve início na tarde de domingo (11) na Rua Barão do Rio Branco, consumiu três estabelecimentos comerciais e comprometeu severamente a estrutura de um prédio residencial vizinho.
Os moradores afetados, em sua maioria imigrantes que ocupavam seis apartamentos no edifício atingido, foram forçados a deixar o local imediatamente. A Defesa Civil e as autoridades locais determinaram a interdição total da edificação devido ao risco iminente de colapso estrutural, além da presença persistente de fumaça e fuligem tóxica, que tornam o ambiente insalubre para ocupação humana.
Apoio social e logística de emergência
A Prefeitura de Encantado informou que equipes da Assistência Social estão prestando suporte contínuo ao grupo de desalojados. Sem acesso aos seus lares, as famílias foram acolhidas por parentes e amigos na região, recebendo também o auxílio de mantimentos e itens básicos, como colchões, fornecidos pelo poder público.
Em uma operação coordenada na segunda-feira (12), os moradores puderam retornar brevemente aos apartamentos sob escolta do Corpo de Bombeiros. A medida foi necessária para que pudessem recuperar documentos pessoais e pertences de primeira necessidade, garantindo um mínimo de segurança e organização para as famílias diante da incerteza sobre o futuro dos imóveis.
Combate às chamas e análise técnica
O incêndio, que se espalhou rapidamente por uma área estimada em 1.900 m², exigiu um esforço exaustivo das equipes de socorro. O Corpo de Bombeiros utilizou aproximadamente 50 mil litros de água para conter o avanço das chamas, que destruíram completamente duas lojas e atingiram um restaurante e outro ponto comercial. O trabalho de combate e o rescaldo estenderam-se por sete horas ininterruptas.
Até o momento, as causas do incidente permanecem desconhecidas. Especialistas aguardam a realização de uma perícia técnica detalhada para avaliar a integridade das vigas e paredes do prédio residencial. Apenas após a emissão de um laudo conclusivo será possível determinar se a estrutura oferece condições de segurança para o retorno dos moradores ou se serão necessárias obras de reforço ou demolição parcial. Para mais informações sobre a situação na região, consulte o portal g1 RS.
O ConexRS segue acompanhando o desenrolar desta ocorrência e os desdobramentos sobre a situação das famílias atingidas. Nosso compromisso é levar até você informações apuradas, relevantes e contextualizadas sobre os fatos que impactam o Rio Grande do Sul. Continue conectado ao nosso portal para atualizações sobre este e outros temas de interesse regional.
Fonte: g1.globo.com

