A Associação Brasileira das Agências de Comunicação (Abracom) e a Associação Brasileira de Anunciantes (ABA) anunciaram nesta terça-feira, 13, uma atualização estratégica no Guia de Compras de Serviços de Comunicação Corporativa. O documento, que revisita a versão lançada em 2023, estabelece um novo padrão de conduta para o mercado, buscando equilibrar a relação entre contratantes e agências em um cenário cada vez mais influenciado pela tecnologia.
Roteiro para processos mais transparentes
A atualização do guia introduz 10 passos práticos que visam profissionalizar a jornada de contratação. As recomendações abrangem desde a fase inicial de briefing, que deve ser detalhado e claro, até a etapa final de feedback, onde as empresas contratantes são incentivadas a comunicar o desempenho de todos os participantes. Entre as diretrizes, destaca-se a necessidade de transparência na avaliação técnica, prazos de entrega condizentes com a complexidade do trabalho e a proteção da propriedade intelectual, evitando que ideias apresentadas por agências não selecionadas sejam utilizadas indevidamente.
O papel da tecnologia e da inteligência artificial
Um dos pontos centrais da revisão é o impacto da inteligência artificial (IA) nas concorrências. Embora a tecnologia auxilie na organização de dados e na análise de propostas, o guia reforça que a comunicação corporativa é um serviço intelectual e relacional. Segundo Carina Almeida, sócia-presidente da Textual e diretora de dados e parâmetros de mercado da Abracom, a contratação não pode ser reduzida a uma comparação automatizada de preços. A entidade defende que repertório, julgamento crítico e confiança continuam sendo os pilares que sustentam a gestão da reputação das marcas.
Equilíbrio financeiro e sustentabilidade do mercado
A busca por condições comerciais mais justas também ganhou espaço no documento. A Abracom reforça a recomendação de prazos de pagamento de até 60 dias. A entidade alerta que períodos superiores a esse patamar transferem para as agências o ônus de financiar a operação dos clientes, o que compromete o capital de giro e prejudica especialmente agências de menor porte. O objetivo é transitar de uma lógica centrada estritamente em custos para uma avaliação que considere o valor real gerado pela comunicação estratégica.
O setor de comunicação segue em constante transformação, exigindo que entidades como Abracom e ABA atuem como mediadoras de boas práticas. A adoção dessas recomendações não apenas qualifica o mercado, mas também promove um ambiente de negócios mais ético e eficiente. O ConexRS continuará acompanhando os desdobramentos dessas diretrizes e como o mercado brasileiro se adaptará a esse novo modelo de concorrência, mantendo o compromisso de trazer informações relevantes e contextualizadas para os profissionais da área.
Para conferir o guia completo e entender as diretrizes na íntegra, acesse o portal da Abracom.
Fonte: meioemensagem.com.br

