Posicionamento oficial sobre a disputa presidencial
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), oficializou nesta terça-feira (13) que manterá uma postura de neutralidade no segundo turno da eleição presidencial. Em coletiva de imprensa realizada no Palácio Piratini, o chefe do Executivo gaúcho afirmou que não declarará voto na disputa entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), optando por não exercer o papel de liderança política no pleito nacional.
A declaração ocorreu durante um encontro focado na transição de governo, ao lado do governador eleito Luciano Zucco (PL). Leite reforçou que sua decisão é pessoal e que pretende atuar apenas como eleitor no dia 25 de outubro, evitando engajamento direto na campanha dos dois candidatos que avançaram à etapa final da corrida ao Palácio do Planalto.
Divergências programáticas e histórico eleitoral
Ao justificar sua escolha, o governador destacou que as duas propostas que restaram na disputa apresentam pontos de divergência em relação às suas convicções políticas e administrativas. O gestor, que buscou viabilizar sua própria candidatura à presidência no primeiro semestre, ressaltou que o cenário atual não oferece uma alternativa que contemple sua visão de país.
No primeiro turno, Leite seguiu a orientação do diretório nacional do PSD, presidido por Gilberto Kassab, e apoiou a candidatura de Ronaldo Caiado. Após a definição das chapas, o governador gaúcho concentrou esforços na tentativa de eleger seu sucessor estadual, Gabriel Souza (MDB), que terminou o pleito em terceiro lugar, com 8,43% dos votos válidos.
Papel do governador na transição gaúcha
A neutralidade de Leite reflete um movimento de distanciamento das polarizações nacionais para focar nos meses finais de sua gestão e na organização da transição administrativa no Rio Grande do Sul. O governador enfatizou que, embora torça pelo melhor para o Brasil, sua prioridade institucional permanece ligada aos interesses do estado e à entrega do cargo ao seu sucessor.
A postura adotada pelo político gaúcho é acompanhada de perto por analistas, dado o peso do Rio Grande do Sul no cenário eleitoral brasileiro. A decisão de não se posicionar como cabo eleitoral de nenhum dos lados é vista como uma tentativa de preservar capital político e evitar desgastes com as diferentes bases partidárias que compõem sua coalizão local.
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Fonte: g1.globo.com

