Cheia do rio Uruguai desabriga centenas no Rio Grande do Sul

Cheia do rio Uruguai desabriga centenas no Rio Grande do Sul

Rio Grande do Sul

A cheia do rio Uruguai está causando transtornos significativos no Rio Grande do Sul, afetando diretamente as cidades de Uruguaiana, Itaqui e São Borja. Com o nível das águas acima da cota de inundação, mais de 400 pessoas foram obrigadas a deixar suas casas, enfrentando a incerteza e a insegurança que acompanham tais desastres naturais.

Impacto nas comunidades locais

Em Uruguaiana, a situação é crítica, com o rio atingindo 9,93 metros, bem acima da cota de inundação de 8,5 metros. Cerca de 194 pessoas estão desabrigadas, sendo que 162 encontraram abrigo temporário com familiares ou amigos, enquanto 32 estão em abrigos públicos. A cidade enfrenta desafios não apenas com a subida das águas, mas também com a segurança, já que muitas casas vazias têm sido alvo de furtos.

Itaqui também sofre com as consequências da cheia, com 192 pessoas fora de suas residências. A maioria, 182, está desabrigada, e 10 encontram-se em abrigos. A cidade está em alerta, monitorando constantemente o nível das águas para evitar maiores danos.

São Borja e a tendência de baixa

Em São Borja, o cenário é um pouco mais otimista, com o nível do rio em 10,48 metros, mas com tendência de baixa. No entanto, 22 pessoas ainda estão fora de suas casas, aguardando a normalização da situação para retornar. A cidade, localizada na Fronteira Oeste, depende da descida das águas para que a situação se estabilize.

Desafios e esperanças para os desabrigados

Os moradores afetados enfrentam não apenas a perda temporária de suas casas, mas também o medo de furtos e a incerteza sobre quando poderão retornar. A aposentada Eva Maria Farias, de Uruguaiana, expressa a preocupação comum entre os desabrigados: “A gente quer ficar perto da casa da gente porque existem muitos furtos. De onde que tiro forças para continuar? De Deus”, desabafa.

Previsão do tempo e expectativas

A previsão do tempo traz um alívio temporário para a região da Fronteira Oeste, com expectativa de tempo seco nos próximos dias. A ausência de chuvas pode ajudar na redução do nível das águas, permitindo que as famílias comecem a planejar seu retorno para casa.

Enquanto isso, as autoridades locais continuam em alerta, prestando assistência às famílias afetadas e monitorando a situação de perto. A população aguarda ansiosamente por uma melhora nas condições, enquanto busca reconstruir suas vidas em meio à adversidade.

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Fonte: g1.globo.com