O mercado físico do boi gordo manteve sua trajetória de valorização nesta quinta-feira (15), consolidando um cenário de firmeza nas negociações em todo o território nacional. O destaque do dia ficou por conta do mercado paulista, que registrou operações pontuais alcançando a marca de R$ 395 por arroba, evidenciando a pressão sobre as escalas de abate dos frigoríficos.
Pressão na oferta e escalas de abate
A dinâmica atual do setor pecuário é ditada pela escassez de animais prontos para o abate. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, as escalas de abate permanecem curtas na maior parte das regiões produtoras, oscilando entre cinco e seis dias úteis. Essa restrição na oferta mantém os compradores em constante atividade, buscando garantir o abastecimento das linhas de produção.
A urgência para recompor os estoques é sentida com maior intensidade pelas indústrias de pequeno e médio porte, que enfrentam dificuldades crescentes para adquirir boiadas. Embora os grandes frigoríficos operem com uma posição ligeiramente mais confortável, o movimento de alta nas indicações de preços tem sido generalizado, o que sustenta a perspectiva de valorização da arroba no curto prazo.
Panorama regional das cotações
O reflexo dessa pressão compradora é visível na variação diária das médias estaduais. Em São Paulo, a média atingiu R$ 383,33, frente aos R$ 381,17 registrados no dia anterior. Em Goiás, o valor médio chegou a R$ 367,86, enquanto em Minas Gerais a cotação média ficou em R$ 372,65. No Mato Grosso do Sul, o valor registrado foi de R$ 372,27, e no Mato Grosso, o mercado operou com média de R$ 351,35.
Desafios no mercado atacadista e demanda
Enquanto a arroba segue em alta, o mercado atacadista de carne bovina apresentou um comportamento de acomodação nesta quinta-feira. Após os ajustes realizados na primeira metade do mês, os preços dos cortes mantiveram-se estáveis. O setor agora se prepara para a segunda quinzena, período em que, historicamente, a demanda tende a esfriar devido à redução do poder de compra do consumidor após o pico de gastos do início do mês.
Além disso, a competitividade da carne bovina frente a outras proteínas, como o frango e o suíno, impõe um teto para novos reajustes. Atualmente, o quarto dianteiro é cotado a R$ 22,00 por quilo, enquanto o quarto traseiro alcança R$ 29,50. A ponta de agulha e a vaca casada seguem com referências de R$ 20,50 e R$ 24,50, respectivamente. Para acompanhar mais análises sobre o agronegócio e o cenário econômico brasileiro, continue acompanhando o ConexRS, seu portal de referência para informações precisas e atualizadas.
Fonte: canalrural.com.br

