Consumidor que comeu bolo com rato em Porto Alegre toma profilaxia após caso grave

Consumidor que comeu bolo com rato em Porto Alegre toma profilaxia após caso grave

Rio Grande do Sul

Um caso grave de violação das normas de segurança alimentar chocou moradores da capital gaúcha após um cliente descobrir que havia ingerido, por cerca de três dias, um bolo que continha um roedor morto. O episódio ocorreu em uma unidade franqueada localizada na Zona Sul de Porto Alegre e mobilizou forças policiais e órgãos de fiscalização sanitária para apurar as responsabilidades pelo ocorrido.

Apesar da gravidade da situação e do consumo prolongado do alimento contaminado, o consumidor não apresentou sintomas imediatos de intoxicação. Mesmo assim, por precaução e orientação médica especializada, o cliente buscou atendimento com um infectologista para iniciar um tratamento preventivo, devendo permanecer sob observação médica nas semanas seguintes para monitorar eventuais reflexos em sua saúde.

Investigação policial e as condições encontradas no local

A investigação conduzida pela Polícia Civil apontou que o animal foi assado juntamente com a massa do bolo. Os peritos descartaram qualquer indício de ação intencional ou sabotagem direta por parte de terceiros no momento do cozimento, reforçando a tese de que o roedor teria acessado a estrutura do forno e caído no recipiente durante o preparo do produto.

Durante a operação realizada no estabelecimento comercial, os agentes encontraram cenários de extrema precariedade higiênica. A fiscalização conjunta com a Vigilância Sanitária identificou a presença de fezes e urina de roedores em áreas de manipulação de alimentos, além de produtos com prazos de validade expirados e equipamentos enferrujados, o que motivou a interdição imediata do local.

Desdobramentos jurídicos e posicionamento da defesa

A proprietária do estabelecimento foi autuada e presa em flagrante por crimes contra as relações de consumo, mas obteve liberdade provisória após passar por audiência de custódia. Como condição para manter o alvará de soltura, o estabelecimento deverá cumprir rigorosas exigências de saneamento antes de passar por uma nova vistoria oficial.

A franqueadora e a defesa da proprietária emitiram notas oficiais lamentando o ocorrido e informando que auditorias internas e apurações rigorosas estão em andamento para esclarecer os fatos. Enquanto isso, o caso segue sob investigação para garantir a segurança dos consumidores e a responsabilização adequada pelos graves danos à saúde pública.

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Fonte: g1.globo.com