O grupo jurídico Prerrogativas, alinhado ao governo Lula, acionou formalmente a Justiça Eleitoral e a Polícia Federal para exigir explicações sobre a contratação de uma empresa estrangeira pela campanha de Flávio Bolsonaro, filiado ao PL. A iniciativa ocorre após revelações jornalísticas apontarem que a companhia contratada ofereceria ferramentas voltadas à manipulação de pleitos e operações de desinformação digital no exterior.
Investigação sobre a empresa Elytron e contratos
De acordo com apurações divulgadas pelo site The Intercept, a empresa Elytron estaria entre os serviços contratados com foco em estratégias de influência política e uso de inteligência artificial. Por outro lado, a defesa da campanha do Partido Liberal nega veementemente as acusações, sustentando que o acordo comercial envolveu exclusivamente a prestação de serviços voltados à segurança cibernética.
Na representação protocolada junto à Polícia Federal, os advogados Marco Aurélio de Carvalho e Reinaldo Santos de Almeida apontam documentos que descreveriam a criação de perfis falsos, propagação de boatos, uso de deepfakes e táticas de guerra psicológica contra adversários políticos. Para os juristas, o ponto central da investigação reside em verificar se o argumento de proteção digital serviu de fachada para a operação de uma engrenagem de desinformação.
Cobrança de transparência e divergência de valores
O grupo jurídico cobra que a legenda e o parlamentar detalhem publicamente o teor do contrato firmado e esclareçam discrepâncias financeiras identificadas nos registros oficiais. Segundo o Prerrogativas, há divergências expressas entre os valores contabilizados nas notas fiscais emitidas e os montantes declarados nas prestações parciais de contas apresentadas à Justiça Eleitoral.
- Notas fiscais válidas da campanha somam quantias específicas pagas à prestadora.
- Repasses efetuados diretamente pelo partido complementam a movimentação financeira.
- A prestação de contas parcial registrou despesas totais divergentes dos comprovantes.
- O grupo exige esclarecimentos sobre os serviços entregues e a atuação externa.
Os representantes legais enfatizam que a transparência financeira e a lisura nos gastos de campanha são pilares inegociáveis para a integridade do processo democrático brasileiro. A cobrança institucional busca apurar se estruturas estrangeiras foram mobilizadas para influenciar o equilíbrio das disputas eleitorais no país.
O ConexRS segue acompanhando os desdobramentos desta investigação e os posicionamentos oficiais dos órgãos fiscalizadores e dos citados. Continue navegando pelo nosso portal para manter-se informado com análises aprofundadas, reportagens de relevância e notícias atualizadas sobre os principais acontecimentos do cenário político nacional.
Fonte: redir.folha.com.br

