Rua no litoral gaúcho recebe bloqueio temporário para proteger desova de tartarugas

Rua no litoral gaúcho recebe bloqueio temporário para proteger desova de tartarugas

Rio Grande do Sul

A prefeitura de Osório, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, adotou uma medida drástica e necessária para preservar a fauna silvestre local. Uma via próxima à Lagoa do Marcelino teve o tráfego de veículos totalmente interditado com o objetivo de garantir a segurança de tartarugas que migram para a região durante o ciclo reprodutivo.

A restrição ao tráfego de automóveis na área permanecerá em vigor até março de 2027, abrangendo todo o ciclo natural de postura e eclosão dos ovos. Embora os carros estejam proibidos de circular pelo trecho afetado, pedestres continuam tendo livre acesso para transitar pelo local, desde que mantenham a devida distância dos animais.

o ciclo reprodutivo e a preservação ambiental

O fenômeno ocorre anualmente quando fêmeas deixam o ambiente aquático em busca de solo firme nas margens da lagoa para cavar ninhos e depositar seus ovos. A presença de veículos na via representava um risco iminente de atropelamento para os animais que cruzam o asfalto em busca de locais adequados para a reprodução.

Especialistas da área ambiental reforçam que a espécie mais frequente nessa movimentação é a conhecida popularmente como tartaruga-tigre-d’água. O processo reprodutivo estende-se por vários meses, iniciando tipicamente no mês de outubro e avançando até o nascimento dos filhotes, que costuma ocorrer a partir de fevereiro do ano seguinte.

orientações para moradores e visitantes

As autoridades locais recomendam que a comunidade adote uma postura estritamente observadora ao se deparar com os répteis nas margens da lagoa. Tentar tocar nos animais, apanhá-los ou forçar o retorno prematuro à água pode desorientar as fêmeas e comprometer o sucesso do ciclo natural.

Além disso, os órgãos ambientais destacam que os espécimes não devem ser tratados como animais de estimação sob hipótese alguma. Manter a distância e permitir que a natureza siga seu curso é a melhor forma de garantir a sobrevivência das novas gerações de tartarugas na região litorânea.

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Fonte: g1.globo.com