Supremo solicita manifestação de PGR e AGU em processo sobre segundo turno fluminense movido pelo PSD

Supremo solicita manifestação de PGR e AGU em processo sobre segundo turno fluminense movido pelo PSD

Justiça

O ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin solicitou nesta segunda-feira (19) manifestações oficiais da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Advocacia-Geral da União (AGU). O pedido ocorre no âmbito da ação protocolada pelo PSD que questiona o resultado eleitoral e exige a realização de segundo turno para o governo do estado do Rio de Janeiro.

Com a movimentação processual determinada pelo magistrado, os órgãos federais dispõem de um prazo regulamentar de cinco dias úteis para encaminhar seus pareceres técnicos à mais alta Corte do país. Adicionalmente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também será formalmente ouvido para prestar esclarecimentos sobre os procedimentos adotados na apuração estadual.

Entenda a controvérsia jurídica em torno do pleito fluminense

Na qualidade de relator da controvérsia, Cristiano Zanin conduz a análise do processo movido pelo partido do candidato Eduardo Paes. A legenda busca reverter os efeitos da decisão tomada pelo TSE, que determinou a anulação dos votos obtidos por Anthony Garotinho (Republicanos) e ordenou a retotalização oficial dos sufrágios para o cargo executivo estadual fluminense.

A alteração matemática decorrente da recontagem elevou o percentual de Douglas Ruas (PL) de 49,27% para 50,88% dos votos válidos. Esse reajuste técnico viabilizou a proclamação da vitória do candidato no primeiro turno, encerrando a disputa antes de uma eventual nova etapa de votação entre os dois principais colocados na preferência do eleitorado local.

Argumentação jurídica apresentada pelo Partido Social Democrático

A fundamentação jurídica do PSD sustenta que a definição sobre a ocorrência ou não de um segundo turno deveria pautar-se estritamente na vontade expressa do eleitor nas urnas, sem sofrer interferências decorrentes de circunstâncias ou eventos puramente processuais ocorridos após o encerramento da votação popular.

A legenda argumenta que a dinâmica atual pode abrir margem para que candidaturas com registros incertos permaneçam na disputa, captando sufrágios e aguardando decisões posteriores para modificar artificialmente a base de cálculo. Para o partido, essa prática afeta diretamente a estabilidade institucional e a previsibilidade das regras que regem os pleitos democráticos brasileiros.

Próximos passos processuais no Supremo Tribunal Federal

Após a coleta formal dos posicionamentos jurídicos exigidos pela relatoria, caberá a Cristiano Zanin deliberar sobre o mérito da questão levantada pelas instâncias partidárias. Vale destacar que o relator já havia adotado posicionamento anterior desfavorável a pleitos liminares similares da campanha de Eduardo Paes.

Enquanto a tramitação segue o rito estabelecido no tribunal, a sociedade acompanha atentamente os desdobramentos de um dos episódios mais complexos do cenário político recente do estado. Para continuar bem informado sobre os principais desdobramentos da política nacional e regional, acompanhe sempre as atualizações do ConexRS, seu portal de confiança para notícias verificadas e análises aprofundadas.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br