O iFood Benefícios anunciou nesta terça-feira (20) um acordo para comprar a Caju, startup de tecnologia voltada a benefícios corporativos, despesas e gestão de pessoas. A transação reúne duas empresas fundadas em 2020 e acontece em um setor que movimenta cerca de R$ 150 bilhões por ano no Brasil.
Apesar do anúncio de grande porte, não há alterações previstas de forma imediata para quem recebe vale-refeição ou vale-alimentação das duas marcas. O negócio ainda precisa passar pelo crivo e receber a aprovação formal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do Banco Central.
O que muda para os trabalhadores e estabelecimentos
Até que todas as etapas regulatórias sejam concluídas, as companhias continuam operando de forma totalmente independente. Isso significa que não haverá impacto prático no dia a dia de clientes, trabalhadores e parceiros comerciais no curto prazo.
A proposta central da união é combinar os portfólios de serviços das duas empresas para ampliar as opções de vantagens, descontos e facilitar a gestão financeira corporativa. O iFood Benefícios oferece diferenciais como descontos pelo Clube iFood, ofertas para refeições presenciais e marmitas a preços acessíveis, apostando na rentabilidade do saldo.
Outro efeito potencial da operação é a ampliação na rede de aceitação dos cartões. Enquanto o iFood Benefícios conecta-se com mais de 500 mil estabelecimentos parceiros, a Caju informa que seus cartões são aceitos em mais de 12 milhões de locais em todo o país.
Expectativa de custos e o cenário do PAT
A movimentação estratégica ocorre no mesmo período em que o mercado absorve as novas regras do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), que atende mais de 22 milhões de pessoas em aproximadamente 470 mil empresas por todo o território nacional.
Entre as novas diretrizes estão o teto de 3,6% para as taxas cobradas dos estabelecimentos comerciais e a abertura dos arranjos de pagamento. Segundo Arthur Freitas, CEO do iFood Benefícios, a redução nos custos das transações pode dar mais margem aos restaurantes e mercados.
Apesar dessa margem adicional, a aquisição da Caju não garante uma queda automática nos preços dos pratos ou produtos. Qualquer repasse de economia para o consumidor final dependerá exclusivamente da política de cada estabelecimento comercial.
Novas soluções e prazos para a conclusão
Do ponto de vista corporativo, a união pretende centralizar em uma única estrutura serviços de benefícios, despesas e gestão de pessoas, aliviando a rotina dos departamentos de recursos humanos das companhias contratantes.
Eduardo Del Giglio, CEO e cofundador da Caju, aponta que a aliança ajudará a acelerar investimentos em tecnologia e novos produtos. A Caju atende atualmente mais de 70 mil empresas clientes, que poderão ver suas plataformas integradas caso o negócio seja aprovado pelos órgãos reguladores.
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Fonte: seudinheiro.com

