A economia da Argentina registrou uma retração de -1,74% no mês de agosto deste ano, em comparação com o mesmo período de 2025. O dado oficial acendeu o alerta entre especialistas para o risco iminente de uma nova recessão no país vizinho, refletindo o segundo mês consecutivo de quedas nos indicadores divulgados recentemente.
Apesar da baixa anual, o indicador oficial medido pelo Indec apontou um leve avanço de 0,1% na atividade econômica quando comparado ao mês de julho. No acumulado do ano encerrado em agosto, a alta registrada foi de 1,2%, demonstrando uma desaceleração em relação aos meses anteriores.
Sectors impactados e pressões econômicas
O desempenho negativo foi puxado principalmente por setores tradicionais da economia doméstica. A atividade pesqueira liderou as perdas, seguida por quedas expressivas na intermediação financeira, no comércio atacadista e varejista, na indústria manufatureira, nos transportes e na construção civil.
Em contrapartida, o avanço em áreas específicas evitou um impacto ainda mais severo nos números gerais. Os segmentos de mineração e petróleo registraram forte alta, acompanhados por crescimentos modestos no setor de eletricidade, gás e água, além de hotéis e restaurantes.
Análise de especialistas sobre o cenário
Pesquisadoras apontam que os setores que apresentam crescimento dependem fortemente do mercado externo e de preços internacionais, com pouca conexão direta com o mercado interno. A queda na indústria e no comércio gera preocupação devido ao elevado potencial de empregabilidade dessas frentes.
Especialistas avaliam que as medidas de ajuste fiscal e corte de gastos implementadas pela gestão atual impactaram a dinâmica do consumo interno. Embora haja registros positivos na inflação e em volumes de exportação agroindustrial, os reflexos no emprego e na renda continuam sob escrutínio.

