Ordem do STF de prorrogação saiu com 80% das urnas já fechadas na capital paulista

Ordem do STF de prorrogação saiu com 80% das urnas já fechadas na capital paulista

Justiça

Mais de 80% das seções eleitorais de São Paulo já estavam de portas fechadas quando o Tribunal Regional Eleitoral recebeu a determinação do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, sobre a extensão da votação do segundo turno até as 19h. A constatação foi detalhada pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, José Antonio Encinas Manfré, durante entrevista coletiva realizada na capital paulista.

O avanço inesperado no horário pegou mesários e autoridades de surpresa após o encerramento tradicional do pleito às 17h. Enquanto grande parte dos locais de votação já recolhia os equipamentos e iniciava a apuração preliminar, a notícia sobre a prorrogação começou a circular nos meios de comunicação, gerando dúvidas sobre os procedimentos a serem adotados nas zonas eleitorais do estado.

Cronologia da comunicação oficial e o impacto nas urnas

Segundo os dados apresentados pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, a comunicação oficial enviada pelo Supremo Tribunal Federal ingressou nos sistemas do órgão estadual somente às 18h17. O intervalo representou uma hora e dezessete minutos de diferença em relação ao horário regimental de encerramento das votações em todo o território nacional.

Durante a coletiva de imprensa, o presidente do órgão regional destacou que a maioria absoluta dos locais de votação já havia cumprido o encerramento no horário regular. “A maioria delas já estava fechada às 17h, oitenta por cento ou mais já estavam fechadas”, pontuou o magistrado ao dimensionar o volume de seções que já não contavam com eleitores no momento da ordem judicial.

Repercussão institucional e avaliação do pleito

Questionado por jornalistas sobre o momento exato em que as zonas eleitorais receberam a notificação para manter os portões abertos, o dirigente optou por ressaltar que todas as unidades foram informadas da decisão, embora não tenha detalhado os minutos específicos de cada repasse de instrução. A respeito de possíveis prejuízos à democracia local, a avaliação oficial descartou danos significativos ao processo.

“Acredito que não houve prejuízo já que foi fixado em lei o horário para encerramento”, afirmou Manfré ao ponderar sobre a validade legal do pleito. Para saber mais detalhes sobre as diretrizes da Justiça Eleitoral, acesse a cobertura completa da Agência Brasil.

Substituição de equipamentos e transporte público

Além da controvérsia sobre os horários, o boletim consolidado pelo Tribunal Regional Eleitoral apontou que 308 equipamentos precisaram de troca em todo o estado em decorrência de falhas técnicas. O índice representou apenas 0,26% do total de 114.605 dispositivos postos em funcionamento para o pleito deste domingo.

Sobre as denúncias associadas à redução na frota de ônibus municipais e aos reflexos na circulação de eleitores pela capital, a presidência do tribunal esclareceu que a análise de tais ocorrências não compete diretamente à corte eleitoral, cabendo o exame preliminar ao juiz responsável pela primeira zona eleitoral.