Seis meses após a queda de um avião sobre um estabelecimento comercial em Capão da Canoa, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, o local continua fechado e não voltará a funcionar. O trágico acidente aéreo ocorreu em 3 de abril de 2026 e resultou na morte das quatro pessoas que estavam a bordo da aeronave de pequeno porte.
Imagens captadas por câmeras de segurança registraram o momento exato em que o monomotor atingiu a estrutura, gerando uma forte explosão e um incêndio que destruiu o imóvel. Como o restaurante estava em obras e encontrava-se vazio no momento do impacto, nenhum trabalhador ou pedestre em solo ficou ferido.
Encerramento definitivo das atividades
O proprietário do estabelecimento, Douglas Roos, confirmou que a família optou por encerrar permanentemente as operações comerciais no local. Além do impacto emocional gerado pelo trauma da tragédia, a questão financeira e burocrática com apólices de seguro também motivou a decisão de não retomar o negócio na mesma área atingida.
Apesar da perda material da estrutura, o empresário destacou o alívio por não haver clientes ou funcionários presentes durante a colisão. A empresa proprietária da aeronave, identificada como Peluzzi Aviation, realizou o pagamento referente aos prejuízos materiais causados pela destruição do prédio comercial afetado.
Andamento das investigações oficiais
A apuração sobre as causas do acidente permanece em andamento sob a responsabilidade do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos. Em relatório preliminar divulgado pelo órgão militar, a ocorrência foi classificada como perda de controle em voo, sem apontar culpados ou responsabilidades criminais, focando exclusivamente na prevenção.
A aeronave envolvida, de matrícula PS-RBK, havia decolado de Itápolis, no interior paulista, com escala técnica realizada em Forquilhinha, em Santa Catarina. Segundo registros da Agência Nacional de Aviação Civil, o avião operava com documentação regular e dentro dos padrões exigidos para aeronavegabilidade.
Vítimas e repercussão da tragédia
O acidente aéreo vitimou o casal de empresários Déborah Belanda Ortolani e Luis Antonio Ortolani, além do sócio da operadora aérea Renan Saes e do piloto Nelio Pessanha. O voo tinha caráter demonstrativo, já que os empresários avaliavam a aquisição da aeronave de pequeno porte antes do trágico desfecho na costa gaúcha.
Para mais informações sobre o desdobramento de ocorrências na região, consulte a cobertura completa no portal g1 Rio Grande do Sul.

