A defesa do senador Flávio Bolsonaro apresentou nesta sexta-feira (30) um pedido formal ao presidente do STF, Edson Fachin, para que o ministro Alexandre de Moraes seja declarado impedido de relatar o inquérito que investiga a relação do parlamentar com o advogado Willer Tomaz. Os advogados argumentam que o caso deve ser remetido à relatoria do ministro André Mendonça.
alegacoes de ligacao com o mesmo aviao
Os defensores sustentam que o relator atual possui impedimento técnico e moral para conduzir as apurações. A argumentação jurídica aponta que o ministro utilizou a mesma aeronave citada pela Polícia Federal como ponto de conexão entre Flávio Bolsonaro e o advogado investigado, embarcação esta relacionada a Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
As investigações conduzidas pela Polícia Federal buscam esclarecer se o senador e Willer mantinham uma sociedade indireta voltada para operações de lavagem de dinheiro, o que incluiria movimentações por meio de uma casa de apostas. Foi nesse contexto que o tribunal determinou o cerceamento de viagens internacionais do político.
medidas cautelares e fuga para o exterior
No âmbito da mesma investigação, a Polícia Federal solicitou e o ministro Alexandre de Moraes autorizou o cancelamento de passaportes brasileiros de Flávio Bolsonaro, além da exigência de entrega de seu documento italiano. As sanções foram decretadas após o senador ser derrotado na eleição presidencial disputada contra Lula no domingo (25).
- O senador optou por não entregar os documentos exigidos pelas autoridades.
- Deixou o território brasileiro cruzando a fronteira terrestre com a Argentina.
- Em seguida, concretizou a fuga com destino final aos Estados Unidos.
revogacao de restricoes e desdobramentos
Além da troca na relatoria para André Mendonça, a defesa pleiteia a imediata revogação de todas as medidas cautelares impostas contra o parlamentar. Entre as restrições contestadas estão a proibição de contato mútuo entre Flávio e Willer Tomaz, além da anulação das ordens que recaem sobre os passaportes do senador.
O inquérito detalha conexões logísticas e financeiras, citando um voo realizado em janeiro de 2025 onde o senador, familiares e o advogado viajaram juntos dos Estados Unidos para Brasília a bordo de um jato executivo. A apuração policial segue em andamento no Supremo Tribunal Federal para destrinchar os repasses e contratos investigados.

