Integrantes da comunidade científica brasileira iniciaram articulações nos bastidores para impulsionar o nome de Francilene Procópio Garcia ao cargo de ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em um eventual cenário de continuidade ou no próximo governo Lula. A mobilização ganha força com o respaldo de pesquisadores renomados, acadêmicos e professores universitários que enxergam na trajetória da atual presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) o perfil técnico ideal para liderar a pasta estratégica.
Embora a iniciativa parta de nomes de peso do setor acadêmico — incluindo representantes da Academia Brasileira de Ciências (ABC), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e de diversas instituições de ensino superior de todo o país —, os articuladores ressaltam que o movimento tem caráter voluntário e não reflete, neste momento, uma posição institucional oficial das entidades envolvidas.
Trajetória acadêmica e reconhecimento no setor
A força da candidatura informal recai sobre a sólida bagagem técnica e administrativa de Francilene Procópio Garcia, que assumiu a presidência da SBPC em julho de 2025. O pesquisador emérito da Fiocruz Renato Cordeiro, um dos principais entusiastas da articulação, destaca a relevância do currículo da cientista e sua capacidade de gestão.
Segundo Cordeiro, a dirigente é amplamente admirada por pares em todo o território nacional. A trajetória dela se destaca pela atuação em programas voltados à área de CT&I, com forte ênfase no planejamento estratégico, na avaliação rigorosa de políticas públicas, no fomento a empreendimentos inovadores e na análise do impacto da tecnologia da informação em sistemas produtivos.
Formação multidisciplinar e experiência pública
A formação de Francilene transita pelas áreas exatas e tecnológicas, conferindo-lhe uma visão ampla sobre os desafios da pesquisa e da inovação no Brasil. Ela é graduada em Ciência da Computação pela Universidade Federal da Paraíba em 1987, obtendo na mesma instituição o título de mestre na mesma área em 1994, antes de concluir o doutorado em Engenharia Elétrica em 1999.
Além da densa carreira acadêmica, a pesquisadora acumula experiência na administração pública direta. Ela exerceu a função de secretária executiva de Ciência, Tecnologia e Inovação no Governo da Paraíba, o que lhe proporcionou vivência prática na formulação de políticas governamentais para o setor e no diálogo constante entre a universidade, o mercado e o poder público.
Perspectivas e o debate sobre o futuro da pasta
A discussão sobre a liderança do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação ocorre em um momento em que a comunidade acadêmica busca maior protagonismo nos investimentos em pesquisa e no desenvolvimento tecnológico nacional. Para saber mais sobre os bastidores da política e da ciência, acompanhe as atualizações da Folha de S.Paulo.
Enquanto as conversas seguem nos corredores das universidades e institutos de pesquisa, o nome de Francilene permanece como um dos principais estandartes defendidos por quem prioriza critérios técnicos e de gestão para o comando da política científica do país.

