Um incêndio de proporções significativas atingiu uma pilha de resíduos no Aterro Jorge Lanner, situado no bairro Niterói, em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. As chamas começaram entre o final da tarde e o início da noite de segunda-feira (2), exigindo uma operação prolongada das forças de segurança e salvamento para conter o avanço do fogo na localidade.
Equipes do Corpo de Bombeiros de Canoas e de Esteio foram acionadas imediatamente após o registro da ocorrência. Os profissionais trabalharam de forma ininterrupta por cerca de 12 horas no combate direto ao fogo, conseguindo controlar a situação apenas na madrugada desta terça-feira (3).
O principal objetivo da operação foi diminuir a intensidade das labaredas e evitar que o fogo se alastrasse para outras pilhas de lixo presentes no aterro sanitário. A estrutura atingida possui aproximadamente seis metros de altura e concentra uma grande quantidade de materiais recicláveis e inflamáveis.
Em nota oficial emitida à imprensa, a Prefeitura de Canoas descartou qualquer necessidade de evacuação na região vizinha ao aterro. Segundo a avaliação técnica da Defesa Civil, a fumaça densa gerada pela queima dos materiais não representa risco direto aos moradores das proximidades, permitindo que permaneçam em suas residências com segurança.
Apesar da densidade da fumaça, o comportamento do vento na região tem auxiliado na dispersão dos gases para áreas abertas. Para mais informações e atualizações sobre ocorrências na região, consulte a cobertura do g1 RS.
De acordo com as autoridades locais, as chamas iniciaram de forma espontânea através de um processo de autocombustão de resíduos. A principal suspeita é de que uma reação ou mistura química ocorrida na parte interna do monte de lixo tenha gerado o calor necessário para o início do fogo.
Os trabalhos de rescaldo seguiram ao longo de toda a terça-feira (3). Retroescavadeiras foram deslocadas para o terreno para revirar o lixo, permitindo que os bombeiros aplicassem jatos d’água e camadas de terra para realizar o abafamento completo dos focos de incêndio remanescentes. A equipe de Defesa Civil e Resiliência Climática continua monitorando a área para garantir a estabilidade do terreno.

